1 IDENTIFICAÇÃO:
1.1 TÍTULO: PROGRAMA DE EXTENSÃO
“DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL EM GUARAQUEÇABA”.
1.2 ÁREA TEMÁTICA PRINCIPAL: MEIO AMBIENTE –
ÀREA TEMÁTICA COMPLEMENTAR: EDUCAÇÃO
AMBIENTAL
1.3 PERÍODO DE EXECUÇÃO DA CONTINUIDADE:
INÍCIO 01/02/2008 FIM 30/11/ 2009
1.4 LOCAL DE REALIZAÇÃO: MUNICÍPIO DE GUARAQUEÇABA
– COMUNIDADES RURAIS DE BATUVA, SERRA NEGRA, BANANAL E ILHA
RASA NA BAIA DE GUARAQUEÇABA.
1.5 PÚBLICO-ALVO: PEQUENOS PRODUTORES RURAIS, PESCADORES
TRADICIONAIS E FAMILIARES
1.6 NÚMERO DE REGISTRO-UFPR: 050/02
2. EQUIPE ENVOLVIDA:
2.1. COORDENADOR: MARLENE FERREIRA GOMES MORTAGUA
WALFLOR
2.1.1. Unidade de lotação: Coordenadoria de Extensão
2.1.2. E-mail: marlenew@ufpr.br
2.1.3. Telefone: 3310 2629
2.2. EQUIPE:
PROF. DR. AGENOR MACCARI JÚNIOR (VICE – COORDENADOR
E ORIENTADOR DE ESTAGIO)
PROF. DR. JORGE LUIZ MORETTI SOUZA (CONSULTOR)
PROF. DR. IAKSON DE OLIVEIRA BORGES (CONSULTOR)
PROF. DR. PAULO VIEIRA NETO (ORIENTADOR DE BOLSISTA)
PROF. DR. CARLOS ROBERTO SANQUETA (CONSULTOR)
PROF. CARLOS FREDERICO ALICE PARCHEN (CONSULTOR)
DRA. PETRA SCHMIDT- PESQUISADORA DO NATUR UND MUSEUM/PROJETO SOLO-BIOMA
JOÃO ROBERTO NAVARRO – ESTAGIÁRIO COM BOLSA
SECRETARIA DE ESTADO DO MEIO AMBIENTE
RODRIGO MARQUES OLIVEIRA – BOLSISTA EXTENSÃO AÇÃO
AFIRMATIVA
MARILZA RODRIGUES DE PAULA – BOLSISTA DE EXTENSÃO
AÇÃO AFIRMATIVA
3. OBJETIVOS:
3.1. OBJETIVO GERAL:
Promover a exploração sustentada dos recursos agrossilvicolas
e aqüicolas na região da APA de Guaraqueçaba,
com vistas à melhoria das condições de vida
das populações locais que os exploram e a reversão
do processo de degradação dos ecossistemas florestal
e de mangue.
3.2. OBJETIVOS ESPECÍFICOS:
- Estruturar processos de plano de manejo agroflorestal a partir
do mapeamento das paisagens das localidades de Batuva.
- Implementar o sistema de Análise de Perigos e Pontos
críticos de Controle na Unidade de Transformação
de Produtos Agrícolas de Batuva e na Unidade de Beneficiamento
e Resfriamento de Ostras e outros produtos do Mar de Ilha Rasa.
- Desenvolver a ostreicultura como atividade auto-sustentável
com vistas à melhoria das condições de vida
dos pescadores, da Ilha Rasa, e a preservação do
meio ambiente.
- Transferir à Associação dos Pequenos Produtores
Rurais de Batuva e para a Associação dos Maricultores
da Ilha Rasa, as competências necessárias para continuidade
das ações implantadas e implementadas pelo Programa
“Desenvolvimento Sustentável em Guaraqueçaba”.
4. JUSTIFICATIVA:
No período de 1995 a 2002, para desenvolver as ações
delineadas no Termo de Cooperação Conjunta firmado
entre o Governo do Estado do Paraná – Secretaria de
Estado do Planejamento, a Association de Recherche Interdisciplinaire
pour L’Environnement et lê Développement –
HOLOS e a Universidade Federal do Paraná com a interveniência
da pró-Reitoria de Extensão e Cultura e da Fundação
da Universidade Federal do Paraná foi implantado o Projeto
de Extensão Universitária “Desenvolvimento Sustentável
em Guaraqueçaba”. Este projeto com objetivo de desenvolver
estudos experimentais de agrossilvicultura e aqüicultura, baseados
em diagnósticos realizados por pesquisadores e técnicos
bolsistas dos governos francês e brasileiro, teve como interlocutores
locais a Associação dos Pequenos Produtores Rurais
de Batuva cuja finalidade foi, até então, a comercialização
da banana e a Associação dos Maricultores da Ilha
Rasa ( grupo de pescadores extrativistas, organizados desta forma,
por meio de ações do projeto, com a finalidade de
realizarem atividades aqüicolas ).
Os dados fornecidos pelos estudos mostraram que as explorações
agrícolas, empregando o trabalho familiar, produzem culturas
de subsistência: – milho, feijão, arroz e mandioca
-, e têm na banana e no palmito juçara suas principais
fontes de renda. A pesquisa também pôs em evidência
vários pontos de estrangulamento da produção
e na comercialização destas culturas de renda, indicando
alguns eixos de intervenção (Miguel e Gueralt, 1990;
Miguel,1996). Com base na pesquisa, a escolha de estratégias
extensionistas visando a resolução das dificuldades
referentes à exploração dos recursos florestais
para o desenvolvimento agrícola na comunidade de Batuva,
compreenderam a articulação de quatro tipos de ação
concreta:
• transformação da banana
e do palmito, na comunidade, a fim de evitar as perdas e aumentar
o valor agregado;
• reflorestamento de palmito em áreas de mata para
reconstituir os povoamento nativos e com vistas a futura legalização
da exploração através de práticas
de manejo sustentável;
• incentivo da produção da banana e do palmito
juçara -Euterpe edulis – sob forma de cultura consorciada
com a banana a partir de sistemas tradicionalmente conhecidos
e praticados pelos agricultores de Batuva;
• incentivo a implantação de sistemas agroflorestais;
Os dados fornecidos pelo estudo “A crise
da pesca artesanal, transformação do espaço
e desestruturação da atividade, (Rougeulle,M.D.,1993),
recomenda o desenvolvimento da aqüicultura como resposta ao
processo de degradação do ecossistema estuarino e
do mangue e como alternativa de renda para o pescador artesanal.
A escolha da Ilha Rasa, para implantar-se a atividade aqüicola
, deve-se a dois fatores. Em primeiro lugar por ser uma das comunidades
pesqueiras mais pobre do estuário, geograficamente isolada,
sem transportes regulares nem equipamentos para a conservação
do pescado, com grande dependência de intermediários
para a comercialização.O segundo fator da escolha
diz respeito à exigência de um saber popular sobre
criação de ostras por alguns pescadores da ilha. Com
base no estudo, a escolha de estratégias extensionista, com
vistas a resolução dos problemas sócio-ambiental,
compreenderam a articulação de quatro tipos de ação:
• seleção de áreas
próprias para cultivo e captação de larvas
de ostras;
• implantação de campos de cultivo organizados
de forma familiar;
• instalação de uma unidade de beneficiamento
e conservação de moluscos e pescados;
• organização da comunidade para o beneficiamento
e comercialização dos produtos (ação
comum para produtores e pescadores).
O estabelecimento das estratégias extensionistas
e das ações concretas de intervenção
caracterizou a necessidade de serem implementadas diferentes atividades
de caráter orgânico-institucinal, articuladas ao ensino
e à pesquisa e integradas às políticas institucionais
direcionadas às questões das comunidades. Este fato
norteou a reestruturação do Projeto “Desenvolvimento
Sustentável em Guaraqueçaba”, na forma de um
Programa de Extensão, para atender as Normas de Extensão
da UFPR e garantir que se atinja, o objetivo principal da cooperação
institucional e principalmente os estabelecidos pelas comunidades
tradicionais, sensibilizadas e partícipes das ações
extensionistas. O Programa de Extensão Universitária,
implementado no ano de 2002 foi estruturado com três projetos.
O primeiro voltado a agrossilvicultura, o segundo a agroindústria
por meio de uma unidade de transformação e beneficiamento
de produtos agrícolas e o terceiro voltado à aqüicultura
compreendendo atividades de cultivos e instalação
de uma unidade de beneficiamento e conservação de
moluscos e pescados. Os três projetos deverão culminar
com a organização da comunidade para o beneficiamento
e comercialização dos produtos (ação
comum para produtores e pescadores).
O Projeto Agrossilvicola iniciou em 1994, na comunidade
de Batuva, situada no vale do rio Guaraqueçaba e inserida
na APA de mesmo nome. As ações deste projeto foram
concebidas levando em conta dois objetivos, o de proporcionar aos
agricultores, condições de exploração
sustentável do palmito Euterpe edulis através de práticas
silviculturais de manejo voltadas para a reconstituição
dos estoques e o de promover o aumento da renda através da
legalização da produção e da comercialização
do mesmo na forma de conserva.
A complementaridade destes objetivos foi estabelecida, na prática,
por meio de ações que propiciassem respostas aos diversos
estrangulamentos referentes à exploração do
palmito: a adesão por parte da comunidade às práticas
agrossilviculturais, a produção de volume regular
de matéria prima destinada a transformação,
a flexibilização e adaptação dos planos
de manejo decorrentes da legislação ambiental à
realidade local dos agricultores e a regularização
fundiária.
A partir das metas expostas, foi estabelecida a
estratégia de exploração do recurso florestal
em bases sustentáveis, seja em áreas dispondo de potencial
mínimo para a exploração imediata ou a longo
prazo, em áreas reflorestadas, tendo em vista o fornecimento
regular de matéria prima para a Unidade de Transformação
de Produtos Agrícolas.
As práticas de manejo foram introduzidas nas propriedades
agrícolas, de modo interativo, alternando-se com encontros
de formação realizados junto a Associação
de Pequenos Produtores, sendo introduzidos os princípios
básicos relativos ao manejo sustentado do palmito, aos sistemas
de cultivo sob cobertura florestal e em consórcio com a banana,
técnicas de plantio, de coleta e armazenamento de sementes,
estudos de Clement. O et Guimarães. J. L, 1995/96.
Os resultados do inventário florestal revelaram
a impossibilidade de colocar-se em prática o manejo sustentado
visto que as áreas não dispunham de um potencial mínimo
para a exploração imediata. Necessitavam adensamentos
através de semeaduras para obter-se um número mínimo
de 50 pés de palmito, por hectare, em fase reprodutiva. Este
diagnóstico contribuiu para a conscientização
dos agricultores sobre a necessidade de recuperar o potencial produtivo
de suas áreas de florestas, motivando-os para uma posterior
adesão às práticas silviculturais de manejo:
para alguns sob forma de “simples autorização
de corte”, e para outros sob a forma de “plano de manejo”.
De 1995 a 2001 os agricultores adotaram duas práticas
de manejo do palmito a de semeadura a lanço na mata e no
capoeirão e a de cultivo sob cobertura consorciando banana
e palmito.
O mapeamento das densidades de povoamento e das semeaduras de palmito
nas áreas inventariadas tornou-se um instrumento de controle
do seu repovoamento nas áreas de mata e capoeirão,
fornecendo assim as indicações para os planos de manejo,
sob a insígnia de “palmito cultivado, palmito colhido”.
A terceira etapa do projeto, em desenvolvimento, compreende a implantação
de outros sistemas agroflorestais de forma a diversificar a produção
sustentável e nortear a proposta do plano de manejo de grupos
de propriedades de conformidade com o Zoneamento da APA/Guaraqueçaba.
O projeto Unidade de Transformação
de Produtos Agrícolas, iniciado também em 1994, a
pedido dos produtores locais, os quais se ressentiam pela grande
perda da matéria prima disponível (banana), devido
dificuldades de escoamento e baixo custo. Estudos de Souza, M. J.L.
et Silva. B.I. 1994 indicaram uma tecnologia apropriada à
agricultura familiar e de baixo custo para instalação.
A capacidade de produção, por sua vez, foi determinada
com base na disponibilidade de matéria prima, de mão-de-obra
fornecida pelos associados e na demanda do mercado. Os estudos realizados
(Porcheron 1994) e (Maccari e Bittencourt 1995/96) orientaram a
implementação da UTPA para a transformação
da banana em bala e passa e produção de goiabada cascão.
Hoje, em decorrência da nova normatização do
Ministério da Saúde a UTPA está sendo adequada,
em sua estruturada para processar também de outros produtos..
Membros da comunidade de Batuva foram capacitados para o exercício
da ocupação de manipuladores de alimentos e organização
comunitária. Atendidas as exigências do MS, deve ser
implantado na UTPA o sistema de Análise de Perigos e Pontos
Críticos de Controle.
O projeto Aqüicultura iniciado em 1997, teve
por norte um estudo de demanda junto a restaurantes de Paranaguá,
Antonina e Curitiba. Para sua viabilização, foi constituída
a Associação dos Maricultores da Ilha Rasa, que contou
com a adesão inicial de 16 famílias.
O estudo realizado (Favrelière et Walflor, 1998), forneceu
dados referentes aos fatores mesológicos (salinidade e temperatura
da água em diferentes locais, amplitude das marés,
nível batimétrico), com vistas à determinação
dos locais mais propícios à captação
de larvas e ao cultivo. Os resultados obtidos permitiram se aprofundar
o conhecimento sobre o ciclo de crescimento e de reprodução
de ostras, em função das variações mesológicas
especifica da Ilha Rasa, bem como a avaliação dos
limites e dos riscos inerentes ao cultivo, e contribuíram
para a formulação de soluções técnicas
que abrangeram a experimentação e a avaliação
de diferentes práticas de captação de larvas
e de engorda por parte dos pescadores. Ao mesmo tempo foi iniciado
em áreas atribuídas a cada família da Associação
o cultivo propriamente dito. Foi elaborado projeto técnico
para cessão de uso das áreas, pela União, e
posterior licença ambiental. Com vista a garantir a produção
de qualidade promoveram-se ações referentes à
conservação, ao transporte e à comercialização
de ostras. Para este fim foi implementada a construção
de uma unidade de beneficiamento (sede da associação,
triagem e estocagem e conservação de ostras) e de
um tanque para afinagem de ostras (retirada do lodo por decantação).
A presença de poluição orgânica, tanto
na água salgada como doce, requereu estudo de processo de
depuração de fácil assimilação
pelos manipuladores e de baixo custo para a Associação.
O estudo aponta que a qualidade e a conservação são
os pontos mais vulneráveis da pesca artesanal. O estudo,
da depuradora de ostras e outros mariscos, realizado em 2003 são
viáveis de implantação.
Para atingir o objetivo principal do Termo de Cooperação
estabelecido entre o Governo do Estado, a HOLOS e a UFPR e atender
a demanda gerada junto as Associações em sua plenitude
se faz necessário o desenvolvimento das atividades de mapeamento
das propriedades agrícolas de Batuva e a conclusão
da implementação das atividades agrossilviculturais,
atividades estas pré-requisito para o Plano de Manejo das
propriedades localizadas na APA, conforme o Zoneamento Ambiental
do IPARDES/IBAMA; a adequação da agroindústria
para o processamento de outros produtos agrícolas, conforme
normatização do Ministério da Saúde;
a conclusão do processo de legalização do usos
das águas para cultivo conforme normatização
da Secretaria Nacional da Pesca e a instalação definitiva
da depuradora de ostras e outros mariscos, a capacitação
dos membros das associações para a gestão das
atividades resultantes da parceria.
5. METODOLOGIA:
O programa está fundamentado nos diagnósticos
realizados na Área de Proteção Ambiental de
Guaraqueçaba por pesquisadores do programa franco-brasileiro
“Gestão de Recursos Naturais para um Desenvolvimento
Sustentado”, da Universidade Paris 7 e Universidade Federal
do Paraná. Trata-se de um diagnóstico sobre a realidade
agrária (Miguel e Gueráult, 1990), uma pesquisa sobre
a evolução dos sistemas agrários (Miguel, 1996)
e uma análise dos sistemas de pesca e das causas de sua crise
(Rougelle, 1993).
Alguns princípios gerais orientam a concepção
e a implantação do programa, seja na seleção
dos participantes, seja na relação dos pesquisadores
e técnicos com a comunidade ou ainda na capacitação
das comunidades organizadas em suas respectivas associações.
Professores e alunos de graduação
integram-se com membros das comunidades. Os professores da UFPR
convidados a participar do programa exercem suas atividades de pesquisa
e ensino em áreas do conhecimento semelhantes àquelas
requeridas pelas ações a serem desenvolvidas. Os critérios
de seleção estabelecidos para alunos e docentes têm
como exigências básicas: a necessidade de conhecer
a realidade sócia econômica e cultural das comunidades;
o estabelecimento de relações de respeito e igualdade
com os membros das comunidades, desprovidas de autoritarismo ou
paternalismos; a proposta de formas de institucionalização
e administração que garantam a autonomia dos grupos,
comunidades e associações; o estímulo de dinâmicas
associativas.
As diferentes etapas do programa são planejadas
pelos pesquisadores, professores e técnicos, mas a dinâmica
local tem um papel preponderante no direcionamento das ações
e nas suas necessárias modificações. A comunidade
participa da planificação das ações
propostas com a mesma prerrogativa que os demais atores.
A capacitação da comunidade apóia-se no princípio
da tripla participação: participação
no conhecimento relativo ao trabalho realizado, participação
na gestão do trabalho e participação no produto
do trabalho. Esta forma de capacitação dos atores
sociais locais visando sua progressiva aquisição de
autonomia em relação aos intervenientes constitui
um dos princípios fundamentais de embasamento do programa.
Seu acompanhamento contínuo e o monitoramento de cada ação
técnica têm esta finalidade.
6. IMPACTOS OU BENEFÍCIOS ESPERADOS
E ALCANÇADOS NAS ÊNFASES:
6.1 SOCIAL:
Ampliação da renda através da redução
de custos, conservação dos recursos naturais, agregação
de valor através do processamento, elaboração
e venda de produtos alimentícios, novas alternativas de
comercialização;
Melhor planejamento e execução da produção
e conservação dos recursos naturais; uso de alternativas
de manejo e conservação do solo; processamento de
produtos agrícolas (conservas) e produção
comercial de alimentos (doces);
Redução no uso de insumos agrícolas externos
quanto ao manejo dos solos;
Incorporação de práticas de conservação
dos solos e da água;
Maior articulação das instituições
públicas atuantes na região e melhor organização
dos pequenos produtores e pescadores tradicionais.
6.2. APRENDIZAGEM:
O programa se propôs a ampliar as articulações
entre conhecimentos de distintas áreas, seja nas ações
de extensão concretas, seja em sua ressonância no
ensino e na pesquisa. A extensão no âmbito da universidade
tem um potencial para a prática interdisciplinar. Voltada
prioritariamente para a ação, para uma articulação
com o real, não permitem aprisionar-se no recorte disciplinar.
Desta forma transcrevo aqui a percepção da importância
da atividade manifestada pelos bolsistas:
1. “Possibilidade de aplicar conhecimentos
adquiridos na vida acadêmica na comunidade. Assim tendo
um melhor aprendizado e adquirindo conhecimento das pessoas da
comunidade, que estão envolvidas no dia a dia do processo
sócio-ambiental da região e, portanto tem muito
a nos ensinar. E a verificação do possível
uso de diversas alternativas produtivas para as pequenas propriedades
do local”.
“O produtor pode perceber a preocupação da
Universidade com a região. A obtenção de
auxílio técnico e o conhecimento de novas fontes
de melhor aproveitamento do espaço cultivável em
sua área, visando sua sustentabilidade”
2.”... estar dando retorno a sociedade e ter a possibilidade
de aplicar conhecimentos adquiridos, repassando-os para a comunidade.
Estar gerando informações do possível uso
de diversas alternativas produtivas para a região”.
“O pescador pode perceber a atuação da Universidade
na ilha, eles têm demonstrado interesse na possibilidade
de ter alternativas de produção para gerar renda
em diferentes períodos”.
6.3. PESQUISA:
Foram realizados novos projetos de pesquisa associados à
temática e espaço de atuação do programa
tais como: desenvolvimento do processo de branqueamento da banana
orgânica; manejo da sigatoka negra em cultivos de banana
orgânica; depuração de ostras; estudo microbiológico
do solo de áreas com sistemas florestais.
6.4. EXTENSÃO:
Tecnologias disponibilizadas: uso de adubos verdes, práticas
de adubação orgânica, práticas de uso
e conservação do solo, análises e recomendações
de adubação, práticas de manejo em sistemas
agroflorestais, prática de coletas e tratamento de sementes
de palmito, produção de mudas; práticas de
produção de alimentos, desenvolvimento do processo
de branqueamento da banana orgânica, desenvolvimento de
tecnologia e otimização do processo de secagem da
banana, com redução de custos, manejo da sigatoka
negra em cultivos de banana orgânica, técnicas de
cultivo de ostras, beneficiamento de produtos do mar; depuração
de ostras contribuindo no processo de repensar as relações
sócio-econômicas e ambientais.
Difusão de conhecimentos através da publicação
de cadernos de extensão e folders; capacitação
de produtores rurais, pescadores tradicionais e formação
de estudantes dos cursos de agronomia, engenharia florestal, engenharia
ambiental, engenharia civil, ciências contábeis,
filosofia, direito, pedagogia, biologia para atuarem na capacitação
e difusão de temas associados ao programa;
6.5. PUBLICAÇÃO: CADERNO DE EXTENSÃO
Nº 2
SITE: www.extguara.ufpr.br
6.6. PARCERIAS EXTERNAS: SECRETARIA DE ESTADO
DO MEIO AMBIENTE
ASSOCIAÇÃO DOS PEQUENOS PRODUTORES RURAIS DE BATUVA
ASSOCIAÇÃO DOS MARICULTORES DA ILHA RASA
PARCERIAS INTERNAS: FUNDAÇÃO DA UNIVERSIDADE FEDERAL
DO PARANÁ; CEPA- CENTRO DE PROCESSAMENTO DE ALIMENTOS
6.7. INFRA-ESTRUTURA: SALA DO LABORATÓRIO
DE TECNOLOGIA DE ALIMENTOS – SETOR DE CIÊNCIAS AGRÁRIAS;
INSTALAÇÕES DA ASSOCIAÇÃO DOS PEQUENOS
PRODUTORES RURAIS DE BATUVA; INSTALAÇÕES DA ASSOCIAÇÃO
DOS MARICULTORES DA ILHA RASA
Curitiba, 24 de AGOSTO de 2009
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