1. IDENTIFICAÇÃO
DO PROJETO OU PROGRAMA:
1.1. TÍTULO: Educação Permanente e Qualificação
Profissional do SUS: VER-SUS: Extensão
1.2. ÁREA TEMÁTICA:
1.2.1. Área Temática Principal: Saúde
1.2.2. Área Temática Complementar: Meio Ambiente
1.3. PERÍODO DE EXECUÇÃO: INICIO 02/05/2006
FIM 02/04/2010
1.4. LOCAL DE REALIZAÇÃO: Adrianópolis/PR
1.5. PÚBLICO-ALVO: Profissionais da área de Saúde
e membros das comunidades urbana e rural da área de atuação
do programa.
1.6. NÚMERO DE REGISTRO-UFPR: 063/06
2. EQUIPE ENVOLVIDA:
2.1. COORDENADOR: Guilherme S. C. Albuquerque
2.1.1. Unidade de lotação: PROEC e DEPLAE
2.1.2. E-mail: proguilhermedicina@hotmail.com
2.1.3. Telefone: (41) 3360-7241
2.2. EQUIPE:
2.2.1. Professores
| Nome |
Titulação |
Curso |
Departamento |
Função |
| Guilherme S. C. Albuquerque |
Doutor |
Medicina |
Saúde Comunitária |
Coordenador / Supervisor |
| Paulo de Oliveira Perna |
Mestre |
Enfermagem |
Saúde Comunitária |
Supervisor |
2.2.2. Alunos
| Nome |
Forma de Participação |
Curso |
| Ana Beatriz Artigas Guimarães |
Voluntária |
Medicina |
| Ana Paula Cigerza |
Voluntária |
Medicina |
| André Jaqueto |
Bolsista PROEC |
Medicina |
| Andressa Costa da Cunha |
Bolsista PROEC |
Medicina |
| Anelise Alves da Silva |
Voluntária |
Medicina |
| Caroline Magnabosco |
Voluntária |
Medicina |
| Cristal Daniele Grande |
Bolsista F. Araucária |
Medicina |
| Evandro Moraes |
Bolsista F. Araucária |
Medicina |
| Flávio Oliveira |
Bolsista F. Araucária |
Medicina |
| Grabriela Carneiro Ramos |
Voluntária |
Enfermagem |
| João Eduardo |
Voluntário |
Medicina |
| Lívia Bonfim |
Voluntária |
Medicina |
| Lucas Mion |
Voluntário |
Medicina |
| Marina Brito |
Voluntária |
Medicina |
| Paulo Alexandre Petruzalek |
Bolsista F. Araucária |
Medicina |
| Rafael Barbosa |
Bolsista F. Araucária |
Medicina |
| Rafael de Paula |
Bolsista PROEC |
Medicina |
| Raissa Bittencourt |
Voluntária |
Enfermagem |
| Vivian Schraiber |
Bolsista PROEC |
Medicina |
3. OBJETIVOS DO PROJETO OU PROGRAMA:
3.1. OBJETIVO GERAL:
Fortalecer a articulação entre a universidade e
os serviços e sistemas de saúde por meio da inserção
e o contato direto de estudantes universitários com as
comunidades, promovendo uma interação dos saberes
popular e científico, instrumento principal para a compreensão
da transformação e inclusão social.
3.2. OBJETIVOS ESPECÍFICOS:
Comprovar a existência de pessoas intoxicadas cronicamente
pelo chumbo.
Comprovar a persistência desta contaminação.
Identificar as medidas necessárias para interromper este
processo, no sentido de promoção da saúde
e prevenção de novos agravos.
Promoção de medidas de inclusão social, desenvolvimento
local e conscientização quanto aos determinantes
da condição de saúde e direitos junto ao
SUS e órgãos competentes.
4. JUSTIFICATIVA:
Tendo em vista que um projeto de dimensões sociais
e políticas como o acima apresentado demanda - antes de aplicações
práticas - grande capacitação e construção
teórica, justifica-se a continuidade deste trabalho pela
extensão e complexidade das propostas colocadas. Grande avanço
já foi atingido quanto à relação com
a comunidade e sua mobilização pela questão
do chumbo, porém a implementação das políticas
públicas recomendadas pela SESA ainda não foi concluída
embora já esteja em andamento. Mais além, considera-se
de fundamental importância a garantia de uma autonomia por
parte dos moradores de Adrianópolis para que a luta por seus
direitos tenha continuidade após o término do projeto
– ponto de constante pauta e de construção a
longo prazo que já vem mostrando resultados.
5. METODOLOGIA:
O trabalho é realizado por uma equipe composta por
professores e estudantes de Medicina e Enfermagem. Iniciamos o trabalho
através da capacitação dos participantes quanto
às informações disponíveis sobre a questão
da contaminação por chumbo e provocamos reflexões
a respeito das variáveis históricas, geográficas,
econômicas e políticas, sociais, culturais, religiosas
e ambientais para que estes possam executar o trabalho de forma
crítica e não intromissora, através de problematização
e criação de soluções viáveis
junto à comunidade.
Num segundo momento, a ação é centrada na troca
de saberes e estabelecimento de vínculo junto aos moradores
através de pesquisa de campo com entrevista aos moradores,
realização de grupos focais com objetivo de realizar
o resgate histórico da região e influência da
mina na vida dos moradores, levantamento da história laboral
dos ex-trabalhadores da mina e elaboração do perfil
de morbi-mortalidade.
Na continuidade, os dados colhidos no trabalho de campo subsidiam
a produção de relatórios e análises
do local, consistindo em levantamentos político-sociais,
ambientais e de sustentabilidade, educativos, culturais e de saúde,
visando a organização comunitária em seu caráter
sustentável e de auto-valorização. O envolvimento
comunitário garante a continuidade da consciência sanitária.
Os indivíduos crescem, sucedem-se nas funções
organizativas, proporcionando, assim, a manutenção
da identidade e autonomia comunitária. A comunidade organizada
funciona em seus diversos setores através das ações
resultantes da emancipação dos indivíduos.
É importante destacar que a própria comunidade participa,
em diversas ocasiões, dos processos avaliativos.
6. IMPACTOS OU BENEFÍCIOS ESPERADOS E ALCANÇADOS
NAS ÊNFASES:
6.1. SOCIAL:
Conseguimos obter legitimidade e confiança por parte da
população afetada pelo chumbo e conseguimos esclarecê-los
sobre a atualidade da situação, através da
elaboração conjunta do Diagnóstico Situacional
e Matriz de Processos Críticos. Facilitamos o acesso à
assistência pelo SUS. Viabilizamos o diálogo direto
da população com a Sanepar contribuindo para fortalecer
as suas reivindicações. Reacendemos a discussão
sobre a estruturação de uma associação
dos moradores da Vila Mota e Capelinha.
6.2. APRENDIZAGEM:
Fizemos uma análise crítica do caso de Adrianópolis,
tendo como foco principal os princípios e diretrizes do
Sistema Único de Saúde - SUS, mostrando os erros
e acertos do SUS como política pública de saúde.
O grupo teve um grande aprendizado no seu relacionamento com a
comunidade local, tendo em vista os inúmeros fatores que
influenciam a opinião e a atitude dos moradores que apresentam
grande resistência em aceitar a existência do chumbo
como um problema real.
6.3. PESQUISA:
Realizamos análise de chumbo no solo e no sangue de alguns
moradores. Analisamos a água distribuída pela Sanepar
nas características de dureza e dosagem de minerais. Identificamos
atividades nocivas e ilegais ocorrendo na região e encaminhamos
denúncias às respectivas autoridades responsáveis.
2009: Análise das ações do Sistema Único
de Saúde no atendimento à Contaminação
por chumbo em Adrianópolis – Brasil (em andamento)
6.4. EXTENSÃO:
Reuniões realizadas com a comunidade e autoridades locais.
Palestras informativas sobre o saturnismo para a população
da Vila Mota e Capelinha. Curso de extensão “Como
funciona a sociedade” em planejamento.
6.5. PUBLICAÇÃO:
Título Modalidade Ano
A contaminação por chumbo na cidade de Adrianópolis
– PR Pôster 2008
6.6. PARCERIAS:
Ministério Público das Comunidades; Ministério
Público do Meio Ambiente; Ministério Público
da Saúde; Ministério Público Social; Centro
de Estudos, Defesa e Educação Ambiental (CEDEA);
Laboratório de Análises Clínicas do Hospital
de Clínicas da UFPR, moradores da Vila Mota e Capelinha
6.7. INFRA-ESTRUTURA:
Departamento de Saúde Comunitária, Transporte via
Centran.
Curitiba, 03 de setembro de 2009.
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