Trav. Alfredo Bufren, 140 - 3º Andar
Fone: (41) 3310-2601 - Fax: (41) 3310-2607 - proec@ufpr.br
Pró-Reitora: Profª. Elenice Mara Matos Novak

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Coordenadoria de Cultura

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Coordenadoria de Extensão

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Editora da UFPR

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Revista Extensão em Foco
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PRÓ-REITORIA DE EXTENSÃO E CULTURA - PROEC

A extensão universitária é um processo educativo, cultural e científico, que articula o ensino e a pesquisa de forma indissociável e viabiliza a relação transformadora entre a Universidade e a sociedade. As atividades de extensão são regidas pela Resolução n. 70/08-CEPE, e desenvolvidas por meio de programas, projetos, cursos, eventos e ações complementares de extensão, visando a socialização do conhecimento acadêmico e a interação com a sociedade. O trabalho de parceria com as comunidades, organizações sociais e instituições públicas e privadas têm possibilitado o cumprimento da função social da Universidade, especialmente em Curitiba, região metropolitana e litoral paranaense, áreas de maior abrangência da UFPR. No desenvolvimento das ações extensionistas, professores, alunos e técnico-administrativos têm buscado o atendimento das questões prioritárias da sociedade, com ênfase na melhoria da qualidade de vida da população, por intermédio de atividades de educação continuada nas diferentes áreas do conhecimento, da articulação com movimentos sociais, de programação cultural, da difusão científica e tecnológica, da promoção do desporto e lazer e da integração com a educação básica.


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::: Relatório Parcial de Atividades da PROEC 2009

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1. IDENTIFICAÇÃO DO PROJETO OU PROGRAMA:

1.1. TÍTULO: Educação Permanente e Qualificação Profissional do SUS: VER-SUS: Extensão
1.2. ÁREA TEMÁTICA:
1.2.1. Área Temática Principal: Saúde
1.2.2. Área Temática Complementar: Meio Ambiente
1.3. PERÍODO DE EXECUÇÃO: INICIO 02/05/2006 FIM 02/04/2010
1.4. LOCAL DE REALIZAÇÃO: Adrianópolis/PR
1.5. PÚBLICO-ALVO: Profissionais da área de Saúde e membros das comunidades urbana e rural da área de atuação do programa.
1.6. NÚMERO DE REGISTRO-UFPR: 063/06

2. EQUIPE ENVOLVIDA:

2.1. COORDENADOR: Guilherme S. C. Albuquerque
2.1.1. Unidade de lotação: PROEC e DEPLAE
2.1.2. E-mail: proguilhermedicina@hotmail.com
2.1.3. Telefone: (41) 3360-7241

2.2. EQUIPE:

2.2.1. Professores

Nome Titulação Curso Departamento Função
Guilherme S. C. Albuquerque Doutor Medicina Saúde Comunitária Coordenador / Supervisor
Paulo de Oliveira Perna Mestre Enfermagem Saúde Comunitária Supervisor

2.2.2. Alunos

Nome Forma de Participação Curso
Ana Beatriz Artigas Guimarães Voluntária Medicina
Ana Paula Cigerza Voluntária Medicina
André Jaqueto Bolsista PROEC Medicina
Andressa Costa da Cunha Bolsista PROEC Medicina
Anelise Alves da Silva Voluntária Medicina
Caroline Magnabosco Voluntária Medicina
Cristal Daniele Grande Bolsista F. Araucária Medicina
Evandro Moraes Bolsista F. Araucária Medicina
Flávio Oliveira Bolsista F. Araucária Medicina
Grabriela Carneiro Ramos Voluntária Enfermagem
João Eduardo Voluntário Medicina
Lívia Bonfim Voluntária Medicina
Lucas Mion Voluntário Medicina
Marina Brito Voluntária Medicina
Paulo Alexandre Petruzalek Bolsista F. Araucária Medicina
Rafael Barbosa Bolsista F. Araucária Medicina
Rafael de Paula Bolsista PROEC Medicina
Raissa Bittencourt Voluntária Enfermagem
Vivian Schraiber Bolsista PROEC Medicina

3. OBJETIVOS DO PROJETO OU PROGRAMA:

3.1. OBJETIVO GERAL:
Fortalecer a articulação entre a universidade e os serviços e sistemas de saúde por meio da inserção e o contato direto de estudantes universitários com as comunidades, promovendo uma interação dos saberes popular e científico, instrumento principal para a compreensão da transformação e inclusão social.

3.2. OBJETIVOS ESPECÍFICOS:
Comprovar a existência de pessoas intoxicadas cronicamente pelo chumbo.
Comprovar a persistência desta contaminação.
Identificar as medidas necessárias para interromper este processo, no sentido de promoção da saúde e prevenção de novos agravos.
Promoção de medidas de inclusão social, desenvolvimento local e conscientização quanto aos determinantes da condição de saúde e direitos junto ao SUS e órgãos competentes.

4. JUSTIFICATIVA:
Tendo em vista que um projeto de dimensões sociais e políticas como o acima apresentado demanda - antes de aplicações práticas - grande capacitação e construção teórica, justifica-se a continuidade deste trabalho pela extensão e complexidade das propostas colocadas. Grande avanço já foi atingido quanto à relação com a comunidade e sua mobilização pela questão do chumbo, porém a implementação das políticas públicas recomendadas pela SESA ainda não foi concluída embora já esteja em andamento. Mais além, considera-se de fundamental importância a garantia de uma autonomia por parte dos moradores de Adrianópolis para que a luta por seus direitos tenha continuidade após o término do projeto – ponto de constante pauta e de construção a longo prazo que já vem mostrando resultados.

5. METODOLOGIA:
O trabalho é realizado por uma equipe composta por professores e estudantes de Medicina e Enfermagem. Iniciamos o trabalho através da capacitação dos participantes quanto às informações disponíveis sobre a questão da contaminação por chumbo e provocamos reflexões a respeito das variáveis históricas, geográficas, econômicas e políticas, sociais, culturais, religiosas e ambientais para que estes possam executar o trabalho de forma crítica e não intromissora, através de problematização e criação de soluções viáveis junto à comunidade.
Num segundo momento, a ação é centrada na troca de saberes e estabelecimento de vínculo junto aos moradores através de pesquisa de campo com entrevista aos moradores, realização de grupos focais com objetivo de realizar o resgate histórico da região e influência da mina na vida dos moradores, levantamento da história laboral dos ex-trabalhadores da mina e elaboração do perfil de morbi-mortalidade.
Na continuidade, os dados colhidos no trabalho de campo subsidiam a produção de relatórios e análises do local, consistindo em levantamentos político-sociais, ambientais e de sustentabilidade, educativos, culturais e de saúde, visando a organização comunitária em seu caráter sustentável e de auto-valorização. O envolvimento comunitário garante a continuidade da consciência sanitária. Os indivíduos crescem, sucedem-se nas funções organizativas, proporcionando, assim, a manutenção da identidade e autonomia comunitária. A comunidade organizada funciona em seus diversos setores através das ações resultantes da emancipação dos indivíduos. É importante destacar que a própria comunidade participa, em diversas ocasiões, dos processos avaliativos.

6. IMPACTOS OU BENEFÍCIOS ESPERADOS E ALCANÇADOS NAS ÊNFASES:

6.1. SOCIAL:
Conseguimos obter legitimidade e confiança por parte da população afetada pelo chumbo e conseguimos esclarecê-los sobre a atualidade da situação, através da elaboração conjunta do Diagnóstico Situacional e Matriz de Processos Críticos. Facilitamos o acesso à assistência pelo SUS. Viabilizamos o diálogo direto da população com a Sanepar contribuindo para fortalecer as suas reivindicações. Reacendemos a discussão sobre a estruturação de uma associação dos moradores da Vila Mota e Capelinha.

6.2. APRENDIZAGEM:
Fizemos uma análise crítica do caso de Adrianópolis, tendo como foco principal os princípios e diretrizes do Sistema Único de Saúde - SUS, mostrando os erros e acertos do SUS como política pública de saúde. O grupo teve um grande aprendizado no seu relacionamento com a comunidade local, tendo em vista os inúmeros fatores que influenciam a opinião e a atitude dos moradores que apresentam grande resistência em aceitar a existência do chumbo como um problema real.

6.3. PESQUISA:
Realizamos análise de chumbo no solo e no sangue de alguns moradores. Analisamos a água distribuída pela Sanepar nas características de dureza e dosagem de minerais. Identificamos atividades nocivas e ilegais ocorrendo na região e encaminhamos denúncias às respectivas autoridades responsáveis.
2009: Análise das ações do Sistema Único de Saúde no atendimento à Contaminação por chumbo em Adrianópolis – Brasil (em andamento)

6.4. EXTENSÃO:
Reuniões realizadas com a comunidade e autoridades locais. Palestras informativas sobre o saturnismo para a população da Vila Mota e Capelinha. Curso de extensão “Como funciona a sociedade” em planejamento.

6.5. PUBLICAÇÃO:
Título Modalidade Ano
A contaminação por chumbo na cidade de Adrianópolis – PR Pôster 2008

6.6. PARCERIAS:
Ministério Público das Comunidades; Ministério Público do Meio Ambiente; Ministério Público da Saúde; Ministério Público Social; Centro de Estudos, Defesa e Educação Ambiental (CEDEA); Laboratório de Análises Clínicas do Hospital de Clínicas da UFPR, moradores da Vila Mota e Capelinha


6.7. INFRA-ESTRUTURA:
Departamento de Saúde Comunitária, Transporte via Centran.

Curitiba, 03 de setembro de 2009.

 

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