PÁGINA
DA ACS/FÁBRICA NO "14º FESTIVAL DE INVERNO"
sexta-feira
16 de julho de 2004
Filarmônica
Orquestra Show Com apresentação dinâmica,
banda antoninense arranca suspiros do
público
"Vamos fazer desta noite uma verdadeira
festa". Assim o jovem maestro da Filarmônica
Orquestra Show, Denis da Silva, abriu
o espetáculo de quinta-feira no Palco
Principal do Festival de Inverno. Com
um repertório versátil e números coreografados,
esta foi a 14a vez que a Orquestra se
apresentou no Festival. Músicas de Adoniram
Barbosa, Demônios da Garoa, Zeca Pagodinho,
Tim Maia, Skank, dentre outros artistas
foram executadas. A Filarmônica Orquestra
Show é formada por jovens músicos, todos
alunos da Filarmônica Antoninense.
Além da música de primeira qualidade,
o show se destacou por sua produção. Os
músicos com camisas de diversas cores
e o show de luzes deram um toque diferente
para o espetáculo. Com movimentos circulares
dos instrumentos, um levantar e abaixar
constante além de pulos dos músicos, a
coreografia impressionou o público e provocou
suspiros dos espectadores, principalmente
durante a execução do Mambo. O objetivo
dos movimentos é reforçar a mensagem musical
através da expressão corporal, fazendo
também com que o espectador participe
ativamente do espetáculo.
Para o curitibano Leopoldo Tramujas, 67
anos, que assistia ao show admirado, a
música da Filarmônica era diferente e
"muito, muito boa". Já para a participante
da oficina de Percussão, Sílvia Maoski,
18 anos, a Orquestra é um grande incentivo
para ela continuar estudando. Com um público
variado e participativo, o resultado da
apresentação não podia ser melhor. "Vocês
realmente foram o show", finalizou o maestro.
Bruna Maestri Walter
Cristiano Castilho
O
que você faria se pudesse
ser você mesmo
Quem assistiu à peça "Micro-revolução
de um ser gritante", exibida
ontem no Teatro Municipal,
saiu no mínimo pensativo e
reflexivo. O monólogo representado
por Silvana Fonseca de Abreu
é inspirado na obra de Clarice
Lispector, "Paixão segundo
G.H." e tenta instigar micro-revoluções
em quem o assiste. "Micro-revoluções
a respeito de algumas coisas
que você não se dá conta,
mas que o estão destruindo,
destruindo o que você quer
ser", ressalta Silvana.
Para a atriz, a peça envolve
reflexões políticas, que tentam
fazer com que as pessoas abram
os olhos. "Só assim será possível
que todos percebam que estão
sendo moldadas pelo sistema,
e terão a chance de mudar
tudo isso", ela comenta. O
monólogo pretende fazer com
que as pessoas notem as pequenas
coisas que fazem contra elas
mesmas, que as tornam o que
elas não são. Ela ainda pretende
fazer uma dramaturgia que
quebre barreiras e crie surpresas.
Silvana ministra a oficina
"O ator em trabalho solo:
a afirmação da própria extensão",
que tem como objetivo desenvolver
as potências expressivas do
ator. Ainda pretende aperfeiçoar
o artista para que ele não
precise se apoiar em recursos
externos, como cenários e
textos. "Ninguém consegue
fazer o que eu faço, do jeito
que eu faço. Minha individualidade
me torna insubstituível".
Esta é a primeira vez que
a atriz é responsável por
uma oficina no Festival. "Esta
sendo uma grande aprendizado".
Fernanda Rebelo Brun
PROGRAMAÇÃO
DAS APRESENTAÇÕES
DAS OFICINAS DO 14º FESTIVAL
DE INVERNO DA UFPR
17 DE JULHO DE 2004
CORETO 10h00
Ator para o Teatro, teatro para o
Ator 11h00
Quem quer brincar, põe o dedo aqui!
EM FRENTE AO PALCO PRINCIPAL 12h00 Disco Street Maquiagem
Show 22h00 Produção de Curta em
Vídeo
TRAPICHE 9h00 YOGA (Em caso de chuva,
Toldo da Rua 24 horas)
EM FRENTE AO CAMPO DE FUTEBOL DO
29 DE MAIO 10h00 Pipa
ESCOLA MOISÉS LUPION Das 9h00 às 13h00
Do lixo à Arte
Fotoetnografia
Ensino da Arte na Educação
Gravura em Sucata
Xilogravura
Descobrindo a Natureza
FÁBRICA
DE BALAS DE BANANA Das
9h00 às 13h00
Pintura
RÁDIO SERRA DO MAR - AM 1520Mhz
Das 14h00 às 16h00 Produção
de Programas Musicais p/ Rádio
TEATRO MUNICIPAL 9h00
Constru"som
Teatro Criativo
O ator em trabalho solo
Coral
Musaicalização
10h00
A vez da voz
Improvisão e jogos teatrais
10h30
Maracatu do Baque Virado e Danças
Brasileiras
Maquiagem Mágica
11h00
Dança Criativa
Percussão
LIGA Das
9h00 às 13h00
Pinta e Faz
Fábrica de Arte
ROCHA POMBO Das
9h00 às 13h00
Modelagem em Papel
Serigrafia Alternativa
Desenho
A Linguagem da História em Quadrinhos
Tecelagem na Sala de Aula
História em Quadrinhos
Batik sobre Papel
Produção de Materiais Artísticos
Projeto
Monumento em Movimento proporciona
um novo olhar sobre Antonina
Depois de participar do projeto
Monumento em Movimento, andar
por Antonina não será como antes.
O projeto, que acontece desde
o 8.o Festival de Inverno coordenado
por Desire de Oliveira, possibilita
uma leitura e interpretação do
patrimônio urbano. Por meio de
visitas monitoradas gratuitas,
o participante do Festival pode
aprender bastante sobre o patrimônio
artístico, histórico e cultural
da cidade fundada em 1797. Alguns
também podem terminar o passeio
de "cabelo em pé" devido às lendas
que habitam os locais históricos
de Antonina.
Na praça Coronel Macedo, diz a
lenda, há uma cigana enterrada
debaixo do coreto. Pelo fato de
ser uma cigana, Bartira não podia
ser enterrada em solo santo. Seu
corpo ficou na praça por muito
tempo até que foi encontrado por
sua égua. Também um profeta, Aguinaldo,
passou pela cidade com o poder
da cura. Aguinaldo falava que
Antonina só voltaria a ter riquezas
quando as portas da Igreja de
São Benedito ficassem abertas.
O trajeto do passeio, que dura
cerca de uma hora e meia, também
passa pela Igreja Matriz, Teatro
Municipal, Estação Ferroviária,
Painel dos 200 anos, dentre outros
pontos. Segundo a coordenadora
do projeto, o roteiro poderia
ser ampliado para dois ou três
dias, envolvendo a cultura, os
artistas e artesãos e as histórias
fantásticas da cidade - e que
histórias!
Bruna Maestri Walter
NAS
ONDAS DO RÁDIO
Uma das oficinas relacionadas
à comunicação é a de Produção
de Programas Musicais para Rádio.
Em seu primeiro ano de existência,
proporciona o aprendizado da linguagem
do rádio, noções básicas do funcionamento
da parte operacional além de pesquisa
e direção de programas musicais.
Segundo o Ministrante Horácio
Tomizawa de Bonis, o diferencial
da oficina é que ela dá ênfase
para a produção de programas musicais,
e não ao rádio jornalismo, como
a maioria dos outros cursos.
A aluna de comunicação Gabriele
Luise Neves comenta que a oficina
tem sido ótima. Para ela, que
participa de uma grupo de extensão
na área, tudo que aprendeu tem
sido muito útil. "O legal é que
temos aprendido quase tudo na
prática".
O resultado da oficina serão quatro
programas de 30 minutos cada,
que irão ao ar pela Rádio Serra
do Mar - AM 1520 - no dia 17 a
partir das 14h00. A programação
passará pelo reggae, rock, pop
e ainda terá espaço para a música
erudita. Confira os programas:
-14h00:
Dreadlocks - sintonia com
o reggae (especial Bob Marley)
-14h30: Microfonia - o rock
independente de Curitiba
(Johnz, Upsters, FluiD,
Criaturas)
-15h00: Virado - o pop bem
temperado ( Señor Coconut,
Chico Science, Beatles,
Paul Simon, Manu Chão)
-15h30: Contraponto - a
música erudita em todas
as suas expressões (Grieg,
Chopin, Rossini, Mozart,
Villa-Lobos, Shoenberg)
Artur
Roman e Fernanda Rebélo Brun
SUCATA
VIRA BRINQUEDO NAS MÃOS
DA PROFESSORA
Galinha de copinho de iogurte,
pé de lata, caixa de histórias.
Brinquedos simples que proporcionam
muita diversão e que são feitos
de sucata saem das mãos mágicas
da professora Gracia Brunetto
de Oliveira, uma das responsáveis
pelos vários momentos de alegria
no Espaço Diversão.
Gracia é professora de Educação
Física na Universidade Estadual
de Londrina e trabalha com brinquedos
de sucata há dez anos. No início,
sua disciplina "Brinquedos e brincadeiras
com sucata" era ofertada apenas
aos alunos de Educação Física,
mas com a demanda, foi preciso
abrir a turma para outros cursos.
Em todos esses anos de experiência
e troca, professora e alunos desenvolveram
pesquisas e criaram quase 60 brinquedos
diferentes, utilizando materiais
inusitados, como frascos de amaciantes,
caixas de papelão, tampinhas e
até conchas do mar. Todos os brinquedos
procuram desenvolver a percepção
motora, manual, visual e também
a percepção fina, para diferentes
idades. Gracia ressalta ainda
que a intenção é criar brinquedos
que sejam realmente utilizados
e não se
tornem apenas enfeites. A professora
pretende publicar um livro com
todas as suas criações. Falta
apenas encontrar uma editora interessada.
quinta-feira
15 de julho de 2004
ENTREVISTA
COM 14 BIS
Festival
de Inverno da UFPR:
Qual a expectativa para o espetáculo de
encerramento? 14 BIS:
A expectativa é grande pois esse é um
ano muito importante para o 14 BIS , estamos
completando 25 anos de carreira , estamos
lançando um CD de músicas inéditas, vamos
gravar um DVD e lançar no final do ano
uma caixa com 10 CDs. Já participamos
da 7a edição e nada melhor do que estar
participando da 14a pois 7 + 7 são 14.
Tudo de bom!!
Festival:
O show comemora 25 anos de carreira e
muitos dos participantes do Festival nem
chegaram a essa idade. Como é a relação
com o público jovem? 14 BIS:
Temos notado já a bastante tempo que nosso
público tem mudado, pois recebemos uma
média de 300 visitas diárias ao nosso
site (www.14bis.com.br)
e muitos fãs deixam seu recado, e assim
começamos a perceber que a faixa etária
estava mudando. Feito isso fizemos uma
pesquisa no próprio site e chegamos a
conclusão que hoje 48% das pessoas que
curtem o nosso trabalho estão na faixa
dos 16 aos 25 anos. Claro que ficamos
super felizes, pois estamos atravessando
gerações.
Festival:
Quais as novidades para o show? 14 BIS:
A grande novidade são as novas canções
do CD "Outros Planos" e é claro os grandes
sucessos como: Planeta Sonho, Caçador
de Mim, Linda Juventude, Todo Azul do
Mar, Espanhola, Canção da América, Bola
de Meia, Bola de Gude e outras.
Festival:
E do novo CD, Outros planos? 14 BIS:
Do novo CD teremos Canções de Guerra (Claudio
Venturini /S. Vasconcellos/Chico Amaral);
Sinais de Amor (Claudio Venturini / S.
Vasconcellos/ Lô Borges); Cedo ou Tarde
(Claudio Venturini / S. Vasconcellos)
e Até o Dia Clarear (Flávio Venturini
/ Alexandre Blasifera)
Festival:
O que vocês acham de eventos como o Festival
de Inverno da UFPR, que é um evento de
extensão universitária? 14 BIS:
Acho super importante que essa galera
possa se reunir, se informar, se divertir,
trocar experiências e mais importante
é a continuação pois já está na 14a edição.
Festival:
Depois de Antonina, onde vocês irão se
apresentar? 14 BIS:
Depois de Antonina estaremos nos preparando
para viajar por todo o Brasil com esse
novo show "Outro Planos" e em setembro
vamos para os EUA fazer seis shows em
Nova York, Miami, Boston, etc.
Grupo
de Seresta se apresenta na
sexta-feira
Antonina irá reviver o romantismo
nessa sexta-feira, dia 16,
com a apresentação do Grupo
de Seresta "Canto do Mar".
O grupo percorrerá o setor
histórico da cidade fazendo
serenatas aos participantes
do Festival de Inverno. Vestidos
com roupas da época de 1920,
os 17 integrantes passarão
por seis casas e cantarão
a música pedida pelo morador.
Entre a distância de uma casa
e outra, eles cantarão Serenô,
As Pastorinhas, Estão Voltando
as Flores, dentre outras músicas.
Após passar pelas casas, o
grupo fará o encerramento
na praça central da cidade.
A apresentação também será
a comemoração de um ano do
grupo. Sua primeira apresentação
foi no Festival de Inverno
do ano passado. De lá para
cá, o grupo se apresentou
diversas vezes e apareceu
nos programas "Mais Você"
da Rede Globo e "Origens"
da TV Bandeirantes. Neste
ano, surpresas foram preparadas
para o público do Festival,
que será, talvez, o maior
que o grupo antoninense já
teve.
Bruna Maestri Walter
PROGRAMAÇÃO
DAS APRESENTAÇÕES
DAS OFICINAS DO 14º FESTIVAL
DE INVERNO DA UFPR
16
DE JULHO DE 2004
CORETO
17h30 (Em caso de chuva, Estação
Ferroviária 20h00)
Maracatu do Baque Virado
Cacuriá do tatá
Bonecos Gigantes
Constru"som
Danças Brasileiras
18h30 (Em caso de chuva, Toldo
da Rua 24 horas)
Direção Teatral
Maquiagem Artística
17 DE JULHO DE 2004
CORETO 10h00
Ator para o Teatro, teatro para o
Ator 11h00
Quem quer brincar, põe o dedo aqui!
EM FRENTE AO PALCO PRINCIPAL 12h00 Disco Street Maquiagem
Show 22h00 Produção de Curta em
Vídeo
TRAPICHE 9h00 YOGA (Em caso de chuva,
Toldo da Rua 24 horas)
EM FRENTE AO CAMPO DE FUTEBOL DO
29 DE MAIO 10h00 Pipa
ESCOLA MOISÉS LUPION Das 9h00 às 13h00
Do lixo à Arte
Fotoetnografia
Ensino da Arte na Educação
Gravura em Sucata
Xilogravura
Descobrindo a Natureza
FÁBRICA
DE BALAS DE BANANA Das
9h00 às 13h00
Pintura
RÁDIO SERRA DO MAR - AM 1520Mhz
Das 14h00 às 16h00 Produção
de Programas Musicais p/ Rádio
TEATRO MUNICIPAL 9h00
Constru"som
Teatro Criativo
O ator em trabalho solo
Coral
Musaicalização
10h00
A vez da voz
Improvisão e jogos teatrais
10h30
Maracatu do Baque Virado e Danças
Brasileiras
Maquiagem Mágica
11h00
Dança Criativa
Percussão
LIGA Das
9h00 às 13h00
Pinta e Faz
Fábrica de Arte
ROCHA POMBO Das
9h00 às 13h00
Modelagem em Papel
Serigrafia Alternativa
Desenho
A Linguagem da História em Quadrinhos
Tecelagem na Sala de Aula
História em Quadrinhos
Batik sobre Papel
Produção de Materiais Artísticos
Astrologia
também é assunto do Festival
Entender os quatro elementos da
natureza e sua ligação com os
signos do zodíaco é uma ferramenta
útil para o conhecimento dos vários
tipos de personalidades. Esses
e muitos outros segredos sobre
os astros estão sendo revelados
pelo astrólogo João Acuio, na
oficina "Gramática expositiva
do Céu - a Astrologia através
das Artes".
Acuio, que também é autor do livro
"Céu em Transe", explica de maneira
clara a influência direta das
principais forças da natureza
como o Fogo, a Terra, a Água e
o Ar sobre a percepção das pessoas.
" São quatro lentes, quatro cliques
diferentes, quatro maneiras distintas
de encarar a vida", destaca. Assim,
força e intuição são atribuídas
às pessoas regidas pelos signos
do Fogo - Áries, Leão e Sagitário;
racionalidade é uma característica
forte dos signos da Terra - Touro,
Virgem e Capricórnio. Ainda o
mundo dos pensamentos e idéias
faz parte do elemento Ar, atributos
dos nascidos sob os signos de
Gêmeos, Libra e Aquário. Complementando,
o apego e a maternidade são inerentes
aos mistérios da Água, determinando
os filhos de Câncer, Peixes e
Escorpião. Outra proposta interessante
é que durante a oficina cada participante
fará o seu mapa astral, interpretando
a linguagem simbólica desta ciência.
GENTE
QUE VEIO DE LONGE
O Festival de Inverno é uma boa
oportunidade para estrangeiros entrarem
em contato com a cultura brasileira.
Em Antonina, três intercambistas
estão participando das, oficinas
e aproveitando os espetáculos oferecidos.
O japonês Toshiaki Isoi e Jessica
Mumford, do País de Gales, optaram
por oficinas que valorizam a cultura
nacional, como a de Maracatu e a
de Danças Brasileiras. A alemã Birgit
Burghart faz a de Yoga.
O interesse pela cultura brasileira,
por parte de Toshiaki, começou no
Japão com o estudo da língua portuguesa.
Shows e espetáculos são o que mais
atraem o japonês, que também vê
no Festival uma oportunidade para
conhecer pessoas. Já Birgit demonstra
admiração por tudo em Antonina.
"Gosto da cidade, dos prédios antigos
e do clima". A alemã começou a aprender
português no seu país e garante
que os teatros e as oficinas também
são interessantes.
Jessica está no Brasil pela segunda
vez, ao contrário dos outros intercambistas
que nunca tinham vindo ao país.
A britânica diz que é bom sair de
Curitiba e explorar culturas de
outros locais, e o 14.º Festival
de Inverno está sendo a oportunidade
perfeita.
Os estrangeiros não sabem até quando
vão ficar no país, mas Toshiaki
está decidido a não partir antes
de fevereiro. Ele pretende sambar
no carnaval do Rio de Janeiro e
com a oficina de Danças Brasileiras
certamente ficará mais fácil acertar
o passo.
Cristiano Luiz Castilho
Oficinas
resgatam cultura popular
brasileira
Da teoria a prática, do estudo a
criação. É assim que oficinas voltadas
a cultura popular brasileira tomam
forma. Elas têm como princípio o
resgate de manifestações populares,
que são desconhecidas ou esquecidas.
No Festival deste ano, algumas das
oficinas que priorizam esta cultura
são: Música Popular Brasileira:
História e análise, Percussão do
Maracatu ao Baque Virado, Danças
Brasileiras e Cacuriá do Tatá.
"Vem pra cá você também, moça menina
linda, a festa vai ser danada, cacuriá
e Antonina". É no embalo de cantigas
como essa, cantadas e tocadas pelos
próprios alunos, que a oficina Cacuriá
do Tatá acontece. O Cacuriá é uma
festa típica do Maranhão, em homenagem
ao Espírito Santo, que começou nos
terreiros e agora toma as ruas.
Segundo o ministrante, Itaércio
Lopes Rocha - o Tatá -, a intenção
da oficina é não só resgatar a cultura,
como fazer com que a cultura resgate
as pessoas da tristeza e mesmice.
Quanto a parte teórica da MPB, a
oficina Música Popular Brasileira:
História e análise tem o intuito
de expor a evolução histórica do
estilo e encará-lo como algo sério,
que merece ser analisado e discutido
de forma científica. Para o ministrante
Rogério Budasz, o interessante da
cultura brasileira é que ela não
é pura, e que a interação de diferentes
manifestações fazem parte da evolução
e do desenvolvimento da música.
Gingados, músicas, passos e coreografias.
As oficinas Percussão do Maracatu
ao Baque Virado e Danças Brasileiras
pretendem unir e difundir as diferentes
culturas do Brasil. De acordo com
Luciano Ortega Fagundes um dos ministrantes
os alunos estudam diferentes tipos
de coreografias e ritmos, trabalhando
a coordenação e concentração. Ele
finaliza "As manifestações populares
estão em processo de evolução".
Artur Roman e Fernanda Rebélo Brun
A
RUA VAI TREMER. AS CRINÇAS DA
DISCO STREET VÊM AÍ!
você acha que cuidar de crianças é difícil,
que tal ensinar quatro coreografias
para 150 crianças em apenas cinco dias?
Pode parecer impossível, mas é essa
a missão de Josiane de Carvalho, ministrante
da oficina de Disco Street. Licenciada
em Educação Física pela UFPR, Josiane
é responsável por oficinas de dança
há sete anos.
Os alunos da oficina são divididos em
dois grupos etários - de 7 à 10 anos
e de 11 à 14 anos - que se unem na apresentação
final. Os alunos também são responsáveis
pelas roupas e pela maquiagem usada
no show.
Para as mães, que ficam impressionadas
com o brilhante trabalho de Josiane
com as crianças, ela explica: "As crianças
são muito maduras. Gostam do que fazem
e são super disciplinadas. Aí fica fácil
trabalhar". Segundo a ministrante, outro
fator fundamental para o sucesso das
aulas é criar expectativa para a apresentação.
"Além disso, tem o meu microFone da
Madonna" - que Josiane diz ser peça
chave de sua técnica.
Este ano, a oficina conta com algumas
inovações. Das quatro coreografias ensinadas,
duas contarão com músicas brasileiras
e duas com músicas internacionais. A
oficina de Disco Street utiliza movimentos
básicos de street-dance, apesar de não
se ater muito a músicas do estilo.
Josiane já participou de outros Festivais
como monitora. Segundo ela, tanto sua
oficina quanto o evento passaram por
várias transformações. Como alguém que
participou de quase todos as edições,
ela finaliza: "Você vê o Festival crescer".
Artur
Roman e Fernanda Rebélo Brun
quarta-feira
14 de julho de 2004
57
pessoas numa casa: vale tudo para curtir
o Festival
Em
Antonina, cerca de 50 alunos de Comunicação
Social da UFPR vão passar os dez dias
do Festival de Inverno juntos numa
casa. Pode parecer mentira, mas não
é. Há três anos eles fazem isso, o
que virou tradição. A casa passou
a ser conhecida na cidade como a "casa
dos 40". Só que esse número pode variar
bastante e chegar a 60.
Com a diária de R$ 4,00, nossos heróis
enfrentam graves problemas de infra-estrutura.
Chuveiros que não esquentam em pleno
inverno, assoalho de madeira barulhento
e a escada para o segundo andar da
casa do lado de fora são os principais,
dentre muitos. Há também os problemas
que eles mesmo geram, como muita sujeira
(na casa não há um cronograma de limpeza),
barulho até cinco horas da manhã,
e, claro, a superlotação.
O organizador da bagunça é o estudante
de Publicidade e Propaganda Maikon
Leandro Bruno. Quando o Festival se
aproxima, ele já começa - ou pelo
menos tenta - cobrar o valor da casa
do pessoal. "Gosto de organizar, o
que traz dor de cabeça. Mas alguém
tem que fazer", conta.
Nessa edição do Festival, 57 pessoas
já passaram pela casa. Alguns ficam
só no final de semana, outros passam
os dez dias. E, no meio de tanta gente,
com quem fica a chave da casa? Há
somente uma cópia, que fica escondida
(isso quando o último se lembra de
deixá-la em casa, é claro).
Apesar dos problemas, ficar na "casa
dos quarenta" tem suas vantagens.
Tantas que esse ano eu, como monitora
do Festival, desisti de ficar em um
hotel pago, com privacidade, banho
quente e café da manhã. Já que em
Antonina: "O que vale é a diversão!"
Bruna Maestri Walter
A
Modernização da música primitiva
Claudinho Brasil faz releitura
contemporânea da cultura primitiva
O grupo Claudinho Brasil e
os Arquétipos apresentou ontem,
no Teatro Municipal de Antonina,
um espetáculo inovador e provocante.
"O Retorno do Sagrado" mistura
música, dança, teatro e artes
plásticas. O espetáculo impressionou
o público, que compareceu
em grande número. Os 600 ingressos
distribuídos durante a tarde
esgotaram em apenas uma hora.
Segundo Claudinho Brasil -
voz, percussão e direção de
arte - a idéia de formar o
grupo surgiu de uma pesquisa
que ele iniciou há dois anos.
Tal pesquisa consiste nas
relações entre a música primitiva
e a contemporânea. Ele afirma
que existem muitas semelhanças
rítmicas e melódicas entre
elas.
O espetáculo chama-se "O Retorno
do Sagrado" pois o grupo cria
um ambiente ritualístico através
do resgate de ritmos e danças
negras e indígenas. Piano,
trompete, violino e percussão,
combinados com versos ora
cantados ora falados traziam
à tona sentimentos antagônicos
como amor e ódio, vida e morte,
paz e caos. Segundo Claudinho,
o objetivo principal é fazer
com que as pessoas saiam transformadas
do teatro.
Artur Roman
Festival
de Inverno impulsiona a
arte para a sala de aula
Desde
a segunda edição do Festival de
Inverno, no ano de 92, há uma
categoria de oficinas destinadas
principalmente aos professores.
São as oficinas de Educação e
Arte, que têm por objetivo possibilitar
novas formas de ensino para a
sala de aula. "Com as oficinas,
os professores aprendem muita
coisa. Elas capacitam e trazem
novidade", afirma a Secretária
de Educação de Antonina Juni Feres
Mousinho.
A professora da rede pública de
Antonina, Delma Sueli da Silva
Pinto, ressalta a importância
destas oficinas para os professores
do município, onde as escolas
públicas não oferecem a disciplina
de Artes. "O que aprendemos nas
oficinas tentamos introduzir na
sala de aula. Também com as oficinas
adquirimos conhecimento para nós
mesmo", conclui a professora,
que este ano participa da oficina
Tecelagem para a Sala de Aula,
ministrada por Rene Gomes Scholz.
Cinco oficinas foram ofertadas
gratuitamente para professores
da rede pública de Antonina, artesãos
e Apae nesta edição do Festival.
Para os demais, a taxa de inscrição
foi de R$ 35,00. Os temas variam
entre teatro, Música Popular Brasileira,
tecelagem, ensino da arte e cerâmica.
Bruna
Maestri Walter
Exposições
valorizam a arte no Festival
Além de oficinas e espetáculos,
este ano o Festival de Inverno
da UFPR conta com duas exposições:
"Antonina Arte" - que acontece
de 9 a 31 de julho - e "Cartazes
no Festival" - de 10 a 17 de julho.
A exposição "Antonina Arte", que
está acontecendo na Estação Ferroviária
da cidade, conta com trabalhos
de arte visual e popular, valorizando
artistas locais. A novidade deste
ano foi a participação de expositores
de artesanato. Para Karen Favoreto,
expositora, a iniciativa do Festival
é bem interessante. "Espero que
a experiência sirva para melhorar
cada vez mais o evento", comenta.
Além de estudantes, a maioria
dos visitantes da exposição é
de turistas. Segundo Luane Andrelise
Araújo, supervisora da exposição,
"o público tem gostado bastante.
Já veio gente de Recife, São Paulo.
Até dos Estados Unidos".
A outra exposição, "Cartazes do
Festival", localizada no QG do
Festival, foi uma das novidades
deste ano. Ela conta com a mostra
dos 182 cartazes inscritos no
concurso para a escolha do cartaz
oficial do evento. Apesar deste
concurso existir desde a 8ª edição
do Festival, esta foi a primeira
vez que houve a exposição. Segundo
Lúcia Mion, coordenadora geral
do Festival, a exposição foi bem
aceita pelo público: "Está sendo
ótimo. As pessoas vêm, elogiam,
dizem que tem que ter todo ano.
E o legal é que gera toda uma
discussão". Para o estudante de
comunicação Péricles Kwiatkowski:
"Tem muito trabalho bom. A gente
espera que a exposição aconteça
todo ano".
Fernanda Rebélo Brun
O
FESTIVAL FOI A GENTE QUE
FEZ
Ao longo desses 14 anos de Festival
de Inverno muita gente boa passou
por Antonina, fazendo parte
de uma história que já virou
até livro. São profissionais
competentes que já ministraram
oficinas ensinando artes plásticas,
dança, música, teatro, fotografia,
patrimônio cultural, cinema,
além de expoentes do mundo artístico
que esquentaram as noites com
inúmeros espetáculos. É gente
que fala as linguagens da arte
e da expressão cultural, estas,
sobreviventes únicas da diversidade
contemporânea.
Assim, vale lembrar historiadores
da arte, como a professora Maria
José Justino, Fernando Bini,
Mário Ramiro, entre outros.
Ministraram oficinas de artes
plásticas destaques do meio
paranaense como Newton Goto,
Ivens Fontoura, Fábio Noronha
e Liz Szczepanski. Em 1994,
uma parceria com a Secretaria
de Estado da Cultura do Paraná,
levou a Antonina a exposição
"Artistas Paranaenses da Geração
90, apresentando a produção
artística de Ana Maria Comodo,
Fábio Noronha, Newton Goto,
Ricardo Carneiro, Rita Brandt
e demais artistas. Já as atividades
relacionadas às áreas de fotografia,
cinema e vídeo, contaram com
a presença de Sylvio Back e
sua bagagem de direção de cinema
brasileiro. Um passeio pelas
artes cênicas também foi possível
através de ministrantes célebres
como Ênio Carvalho, Rafael de
Camargo, Paulo Venturelli, Luís
Melo, Fátima Ortiz, Kátia Horn
e outros atores consagrados.
E mais: as artes circenses,
muito bem representadas pelo
Circo Zanchettini, os diferentes
ritmos e o mundo da dança, mostrados
pelo Elenco Municipal de Danzas
de Luján, Argentina e a dança
de rua, levada ao Evento pela
Cia. de Dança Balé de Rua de
Uberlândia. Mas esse verdadeiro
mosaico de arte e cultura ainda
permanece vivo nas ruas e praças
da pequena cidade litorânea
que tem na memória a "gente
que fez" os festivais.
Fonte: Festival de Inverno da
UFPR - 11 anos de cultura, arte
e cidadania. Curitiba/UFPR/PROEC,
2002
Sonia
Loyola
terça-feira
13 de julho de 2004
"Artista
na Universidade" promove palestras durante
o Festival
O Festival de Inverno, além de oficinas,
espetáculos e shows, abriga também projetos
de extensão desenvolvidos durante o
ano todo na UFPR. O projeto "O Artista
na Universidade" do Departamento de
Artes é um exemplo significativo, que
cresceu com o Festival. Na sua quarta
edição no evento, o projeto busca aproximar
artistas visuais da comunidade, através
de ciclo de palestras, e proporcionar
a troca entre os diversos trabalhos
artísticos locais e de fora. A idéia
do "Artista na Universidade" foi da
professora Dulce Osinki no ano de 99.
No começo, eram promovidas conversas
com artistas de maneira informal. Por
sugestão da professora Tânia Bloomfield,
o projeto foi trazido para o Festival.
Durante a semana em Antonina é promovido
um ciclo de palestras, em que artistas
visuais, ministrantes de oficinas, mostram
sua produção e discutem o processo criativo.
"Sem o Festival seria impossível trazer
artistas de fora. Não temos dinheiro
para isso", afirma Tânia. Já deram palestras
artistas vindos de Pernambuco, Rio Grande
do Sul, São Paulo, dentre outros estados.
CRIANÇAS
ESPECIAIS FORMAM IDENTIDADE
ATRAVÉS DO SOM
L-u-a-n-a, A-r-i-a-n-e, M-a-r-i-a,
P-r-i-s-c-i-l-e. Soletrar
e repetir; repetir para aprender.
Assim as crianças especiais
trabalham a sonoridade por
meio de uma marcação compassada
e ritmada. É uma forma de
absorverem a consciência da
própria identidade, tendo
como ponto de partida o seu
nome. É também um processo
de integração e abertura para
perceberem o outro e a realidade
que os cerca. Este é um dos
objetivos da oficina "O Som
em Forma e Movimento", que
está sendo ministrada na APAE
de Antonina pelo musicoterapeuta
Ary Fábio Giordani. Outra
intenção é despertar através
de brincadeiras a sensibilidade
artística dos alunos, utilizando-se
da música e da cultura popular.
Para isso, são utilizados
instrumentos alternativos
de percussão como o reco-reco,
pandeiro e afoxé, manipulados
na produção de melodias pequenas
e de fácil compreensão. Com
as sete crianças que compõem
o grupo, Giordani fica atento
às improvisações, procurando
manter um referencial a partir
de coisas comuns que acontecem
durante as atividades. No
local acontecem mais três
oficinas: Serigrafia, Cerâmica
e Mosaico, proporcionando
a inclusão dos alunos especiais
no campo profissional.
TINTAS,
MÚSICA, BRINQUEDOS, CRIATIVIDADE
As oficinas do 14º Festival de Inverno
da UFPR estão a todo vapor e já
começam a mostrar muita produção
artística. Além de mostrarem toda
a criatividade dos participantes,
as oficinas também proporcionam
a interação entre os diversos aspectos
do fazer artístico. Um bom exemplo
é a oficina de "Gigantes", onde
os alunos vão construir três criaturas
gigantes, que sairão em passeata
com os alunos da oficina de "Percussão,
do Maracatu ao Baque Virado". Interação
também existirá entre os participantes
das oficinas teatrais, que serão
caracterizados pelos alunos da oficina
de "Maquiagem". No sábado, 17 de
julho, o resultado de todas as oficinas
poderá ser conferido. Além das apresentações
do Teatro Municipal, estão sendo
programadas instalações pela cidade
e a apresentação na Rádio Serra
do Mar, de Antonina, dos programas
produzidos pelos alunos de "Produção
de Programas Musicais para Rádio".
........
Grupo
teatral discute as relações
entre capital e trabalho
O Grupo Teatral PalavrAção da UFPR
representou ontem no Teatro Municipal
a peça "A exceção e a regra". Baseado
no texto de Bertold Brecht, o espetáculo
discute de forma irônica e engraçada
a relação entre capital e trabalho.
Apesar de ter sido escrita há muito
tempo, a peça trata de temas que
continuam atuais como a questão
do petróleo, da justiça, da exploração
e da desigualdade nas relações de
poder.
Dirigido por Adriano Esturilho e
Hugo Mengarelli, o espetáculo ironiza
o papel da polícia e do Estado num
mundo neoliberal e ainda critica
a "paz" americana no Oriente. A
releitura do texto de Brecht revela
as relações desiguais que existem
entre capital e trabalho, através
da história de três personagens
um guia, um carregador e um capitalista.
Em busca de petróleo, os interesses
dos três entram em conflito.
Para tratar de temas densos como
esse, Brecht desenvolveu algumas
técnicas para que o público refletisse
melhor sobre o texto. Uma delas,
chamada de "quebra", consiste na
simulação de erros dos atores, e
faz com que o público se desligue
da peça e reflita um pouco sobre
o que viu. Ao mesmo tempo, há uma
aproximação entre atores e espectadores,
quebrando a barreira que sempre
separou o palco da platéia.
O desfecho da peça segue regra ao
ilustrar uma cena clássica, em que
a justiça favorece quem detém o
capital. Porém, mostra a exceção
ao priorizar a realidade e não o
idealismo.
OK,
TUDO PRONTO!
Mais uma vez a Universidade Federal do Paraná
chega a Antonina para encher a cidade de cultura
e festa com o Festival de Inverno. A cerimônia
oficial de abertura da 14ª edição, no Palco Principal,
contou com a presença da Vice-reitora Maria Tarcisa
Silva Bega, da prefeita de Antonina Munira Peluso,
políticos e autoridades. Também estavam presentes
representantes dos patrocinadores Banco Itaú e
Federação das Indústrias do Paraná (FIEP).
JUSTIFICATIVA
DE AUSÊNCIA
Se
formos verificar a lista da equipe do
Festival de Inverno, vamos ver que nem
todos estão em Antonina. Para o evento
funcionar, algumas pessoas da equipe
ficam em Curitiba para dar suporte para
a coordenação do Festival. Mas, uma
das integrantes da equipe de infra-estrutura,
que trabalha desde o 9.º Festival, não
está nem em Antonina e nem em Curitiba.
E qual será o motivo para esta ausência?
Tem justificativa?
Em se tratando de nossa colega de trabalho
e amiga Adriana Riechter, a justificativa
é bem fofinha, pesa 3k745g, mede 49
cm e se chama Júlia Beatriz. Júlia chegou
nesse nosso mundão no dia 30 de junho,
cheia de saúde, forte e mostrando que
tem personalidade. Adriana, que integra
totalmente a equipe e tem o espírito
do Festival de Inverno, trabalhou até
o fim do expediente do dia 29 de junho.
Quase que nós a levamos direto da Universidade
para a maternidade...
Toda a equipe do 14.º Festival de Inverno
deseja boas vindas a linda Júlia Beatriz
e parabéns a Adri pela filhota. Que
mãe e filha sejam muito felizes e tenham
sempre muita saúde. E que no 15.º Festival
de Inverno possamos nos encontrar em
Antonina!
O
FESTIVAL DA AMARELINHA
"Quem quer brincar de amarelinha põe
o dedo aqui!" E num instante muitos
dedinhos apareceram atendendo ao chamado
que ecoava pela praça Coronel Macedo,
formando um carossel de crianças com
olhos e ouvidos atentos. O movimento
rolava de todo lado, nos pulos da
amarelinha pintada na calçada da praça,
no jogo de peteca, na pressa do lenço
atrás, na concentração para lançar
as bolinhas de gude, os piões e os
iô iôs. Já os menores preferiram confeccionar
brinquedos com sucata, outros escolheram
o equilíbrio da perna de pau, a corda,
o elástico e inúmeras brincadeiras
que resgatam a simplicidade da infância.
Foi uma tarde de boas vindas ao 14º
Festival de Inverno da UFPR, que continua
até o próximo sábado, dia 17. Feito
o convite, crianças e adultos de todas
as idades poderão participar desta
grande integração e aderir de forma
espontânea ao clima de festa da cidade.
Para isso basta seguir a rotina das
81 oficinas ofertadas, diversificando
ofícios que vão desde as artes plásticas,
cinema, teatro, música, dança, turismo,
arte-educação até noções sobre desenvolvimento
sustentável e astrologia. E mais:
durante as noites os gostos se dividem
pela escolha dos espetáculos: tem
de tudo, recitais na Igreja Matriz,
peças teatrais no Teatro Municipal,
espetáculos no Palco Principal e as
manifestações de rua. Esses ingredientes
trazem a Antonina todos os anos o
abraço da Arte e da Cultura, garantia
de sucesso de mais um Festival.
O
que acontece domingo no
Festival
A programação do segundo dia do 14º
Festival de Inverno, dia 11, começou
cedo. Com atividades voltadas à promoção
da saúde, aulas públicas e mesa redonda,
o Domingo no Festival teve início
às 9h30 com uma aula de Yoga, da professora
Naiana Bregolato.
Em seguida foi a vez da aula de dança
Disco Street, com a professora Josiane
de Carvalho, que movimentou, literalmente,
a praça central de Antonina. Para
as crianças, a aula "Quem quer brincar
põe o dedo aqui!", da professora Dayse
Santiago foi um encontro com a cultura
popular brasileira através de brincadeiras
de roda. Enquanto isso, programas
de prevenção a Aids e Câncer Bucal,
Teste de Memória e massagem estavam
sido ofertados gratuitamente, durante
todo o dia.
Foi promovida também uma mesa redonda
"O Espaço do Corpo, na Fronteira das
Linguagens Artísticas". Participaram
os artistas Flávia Pucci, Geslline
G. Braga, Rogério Budasz e Itaércio
Lopes.
Grupos
artísticos da UFPR mostram
seu trabalho no 14.º Festival
de Inverno
O
Festival de Inverno da UFPR em Antonina
é uma boa oportunidade para os grupos
da própria Universidade apresentarem
seu trabalho. Foi o caso do Coral
da UFPR, que lotou o Teatro Municipal
na noite de Sábado (10) e arrancou
um "bis" da platéia. Apresentando
trechos do oratório A Criação (Die
Schöpfung) de Joseph Haydn, o grupo
de cantores foi muito criativo ao
se movimentar ao redor do público,
construindo uma intimidade com os
espectadores e proporcionando um efeito
sonoro belíssimo.
Além do Coral da UFPR, outros grupos
da Universidade estarão se apresentando
durante o 14.º Festival de Inverno.
O Grupo de MPB se apresentou ao ar
livre, nas ruínas da cidade, o espetáculo
"Trilhas e Veias". O grupo de Teatro
PalavrAção, o Coral dos Servidores,
o Grupo de Percussão da UFPR e a Téssera
Companhia de Dança também estarão
esquentando o inverno em Antonina.
Confira toda a programação de espetáculos. clique aqui
Créditos: Cristiano Castilho
NELSON
SARGENTO
Emoção. Muita emoção foi a tônica
do espetáculo de abertura do 14.º
Festival de Inverno da UFPR em Antonina.
Nelson Sargento levantou o público
com antigos e consagrados sambas
no show que também comemora seus
80 anos de vida. Se para o cantor,
fazer uma apresentação para cerca
de 5 mil pessoas (segundo dados
da Polícia Militar) foi um presente
de aniversário, para o público,
escutar clássicos como "Samba, Agoniza,
mas não morre" foi um presente muito
maior. Jovens - participantes do
Festival, moradores ou visitantes
e pessoas mais velhas dançaram e
cantaram, numa participação maciça,
extraindo de Sargento até um "mata
o velho!" no meio do espetáculo.
Desde os primeiros acordes, com
a entrada do sambista da Velha Guarda
da Mangueira ao palco, o espetáculo
já prometia ser especial. Até o
céu, que ficou o dia inteiro nublado
e com chuva, presenteou Antonina,
abrindo e se enchendo de estrelas.
.
Como
você vai para Antonina?
De carro, ônibus ou trem?
Muito convencional.
Que tal ir à pé?
Parece loucura. Mas não para o estudante
de Comunicação Social da UFPR Thiago
Luis Costa Martins, mais conhecido
como Holywood. No ano passado, ele
e mais três amigos, por falta de
dinheiro, decidiram arrumar um meio
alternativo para chegar a Antonina.
Ghost, um desses amigos, conhecia
o Caminho do Itupava, que leva ao
litoral. Então, a vontade de participar
do Festival de Inverno venceu o
receio inicial, e os quatro amigos
resolveram viajar à pé.
Na segunda-feira, dia 14 de julho,
eles estavam prontos para partir.
Logo no início da trilha, Ghost
torceu o pé. Isso fez com que o
ritmo da caminhada diminuísse. Já
era noite quando, debaixo de chuva,
o grupo chegou à Casa do Ipiranga,
onde acamparam.
No dia seguinte o grupo decidiu
caminhar pelos trilhos do trem.
À noite, acamparam na Represa do
Véu da Noiva. O terceiro dia amanheceu
chuvoso e com uma densa neblina.
O grupo continuou a caminhada pelos
trilhos até chegar em uma estação
de trens de manutenção, de onde
pegaram carona com um dos trens
até entrarem novamente na trilha.
Depois de algumas horas caminhando,
chegaram ao povoado de Porto de
Cima, onde nossos aventureiros comeram
e beberam. Até demais. Tanto é que
Ghost passou mal e decidiu abandonar
a viagem, voltando para casa. O
restante seguiu com um objetivo:
chegar a Morretes e pegar um ônibus
para Antonina. Dito e feito. Às
23h45 do terceiro dia de jornada,
embarcaram no ônibus que os levaria
ao tão almejado destino.
Ao chegar em Antonina, "deu para
sentir a sensação de vitória", como
afirma Holywood. Ele completa dizendo:
"a chegada é a coroação de um caminho
massa". Tão "massa" que ele repetirá
o feito este ano. E pela cor do céu, a viagem promete
ser bem parecida.
Artur Roman e Fernanda Brun - acadêmicos
de Comunicação e integrantes da
Fábrica de Comunicação
EM
PAUTA
14º
FESTIVAL DE INVERNO ESTÁ COM INSCRIÇÕES ABERTAS
Em julho, as ruas da cidade de Antonina vão ferver.
De 10 a 17 de julho acontece o 14.º Festival
de Inverno da Universidade Federal do Paraná.
Serão oito dias de muita cultura, neste que
é o maior evento de extensão universitária do
sul do país, com oficinas artísticas e espetáculos
para todas as idades. A expectativa é que mais
de 50 mil pessoas passem pela cidade durante todo
o período do Festival.
Este ano, o Festival terá 40 oficinas para
adultos, 41 oficinas infantis e cerca de 40 espetáculos.
As inscrições para participar das oficinas para
adultos já estão abertas e podem ser feitas até
o dia 02 de julho, com preços que variam
de R$35,00 e R$55,00. Para as oficinas
infantis, as inscrições são gratuitas e podem
ser feitas apenas no dia 10 de julho, em Antonina.
Locais de Inscrição
As inscrições podem ser feitas em Curitiba, na
PROEC - Pró-Reitoria de Extensão e Cultura,
no horário das 9h às 12h30min e das 13h30min
às 18h.
Em Antonina, o local é o
Teatro Municipal,
no horário das 9h às 12h e das 14h às 18h.
Pela
internet os interessados devem preencher a ficha
de inscrição (clique
aqui) e enviar para a Secretaria do Festival,
por e-mail (festival@ufpr.br)
ou por Fax (41 3310-2763) o comprovante
de pagamento, que deve ser feito no Banco do
Brasil, para a agência 3793-1, conta corrente
nº 502.295-9.
Lembre-se,
o recibo de pagamento da taxa de inscrição é a
confirmação, desde que exista vaga na oficina
solicitada.
Participações
Os interessados podem participar de mais de uma
oficina, desde que os horários sejam compatíveis.
Também poderão mudar sua escolha de oficina, desde
que hajam vagas e que as inscrições ainda estejam
abertas. Lembrando que não será devolvido o dinheiro
da inscrição por desistência do participante.
OFICINAS
DO PENSAMENTO ASTROLÓGICO AO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL,
OFICINAS TRABALHAM VÁRIAS LINGUAGENS ARTÍSTICAS
O Festival de Inverno oferece em sua 14ª edição
81 Oficinas que valorizam a produção artística
em suas várias linguagens - dança, música, artes
plásticas e artes cênicas. Divididas em quatro
categorias, atendem todos os públicos que participam
do Festival.
Acima de 15 anos
São 29 Oficinas. As tradicionais de Produção
de Curta em Vídeo, Percussão e a do Caranguejo
- Jornalismo Impresso - por serem as mais procuradas
pelos participantes dos Festivais anteriores,
têm o seu lugar garantido. Bonecos Gigantes -
Oficina que tem por objetivo a construção de bonecos
e posterior procissão por Antonina, ConstruSom
- que propõe a construção e a manipulação de instrumentos
musicais por meio de materiais recicláveis e a
Oficina Livro a Céu Aberto, que fará uma abordagem
do impacto sócio-cultural do turismo na cidade,
são as novidades para esse ano. A taxa de inscrição
é de R$ 35,00 por Oficina.
Ministradas por profissionais de renome, as três
Oficinas de Aprimoramento (Artes Visuais, Pintura
e Corpo & Voz) são direcionadas principalmente
aos alunos que já têm algum conhecimento na área
artística. A taxa de inscrição é de R$ 55,00
por Oficina.
São 41 oficinas gratuitas voltadas principalmente
para as crianças de Antonina. Destacam-se: História
em Quadrinhos - Oficina que integra o Programa
de Extensão e Arte na Universidade e a de Disco
Street - grupo de dança formado por crianças que
se apresentarão no último dia do Festival. Além
das Oficinas, a Praça de Recreação - um espaço
especial destinado a este público - será palco
de brincadeiras tradicionais que, aos poucos,
foram esquecidas pelas crianças. As inscrições
para as Oficinas Infantis deverão ser feitas no
dia 10 de julho, sábado, das 9h às 16h, no
Salão Paroquial de Antonina.
São seis Oficinas voltadas especialmente
aos professores da rede pública de ensino de Antonina.
O objetivo é proporcionar novos métodos de ensino
através das oficinas de Cerâmica, Tecelagem, Música
Popular, Teatro e Desenho. Artesãos, professores
da rede pública de ensino de Antonina (estadual
e municipal) e APAE - Associação de Pais e Amigos
dos Excepcionais estão isentos da taxa de inscrição.
O preço para os demais participantes é de R$
35,00.
Além das Oficinas de caráter artístico, que buscam
levar aos moradores da cidade e aos participantes
do Festival de Inverno a possibilidade de entrar
em contato com a cultura em suas diversas formas,
o evento de extensão da UFPR também oferece Oficinas
de cunho sociocultural. A Oficina Geração de Trabalho,
Renda e Desenvolvimento Sustentável tem o objetivo
de divulgar a importância da Economia Solidária
dentro do atual contexto socioeconômico, como
alternativa ao desemprego e à exclusão social.
Ela será ministrada à noite para que os trabalhadores
locais possam participar. Serão oferecidas gratuitamente
uma oficina de Educação Especial para alunos da
APAE e outra para os membros da PIA - Patronato
do Idoso de Antonina.
Como você vai para Antonina?
De carro, ônibus ou trem?
Muito convencional.
Que tal ir à pé?
Parece loucura. Mas não para o estudante de Comunicação
Social da UFPR Thiago Luis Costa Martins, mais
conhecido como Holywood. No ano passado, ele e
mais três amigos, por falta de dinheiro, decidiram
arrumar um meio alternativo para chegar a Antonina.
Ghost,
um desses amigos, conhecia o Caminho do Itupava
- trilha histórica construída no séc XVII por
mineradores e índios, que leva ao litoral. Então,
a vontade de participar do Festival de Inverno
venceu o receio inicial, e os quatro amigos resolveram
viajar à pé.
Na mala levaram barracas, algumas mudas de roupa
e comida para dois dias de viagem. Na segunda-feira,
dia 14 de julho, eles estavam prontos para partir.
Com a bagagem nas costas, pegaram um ônibus metropolitano
até Quatro Barras. De lá, seguiram para ao município
de Borda do Campo, onde avançaram mata adentro.
Logo
no início da trilha, Ghost torceu o pé. Isso fez
com que o ritmo da caminhada diminuísse. Já era
noite quando, de baixo de chuva, o grupo chegou
à Casa do Ipiranga - casa antiga que serve como
ponto de descanso para os trilheiros. Depois de
comer, montaram uma barraca para a bagagem e outra
em que os quatro dormiram "espremidos" e molhados.
No
dia seguinte, os aventureiros acordaram cansados,
desanimados e ainda molhados. Mas o desânimo logo
foi vencido pela exuberante beleza da Serra do
Mar. Desmontaram as barracas e seguiram viagem.
Depois de pouco tempo de caminhada, encontraram
mais quatro estudantes que também estavam indo
à pé para o Festival. Agora eram oito pessoas
com o mesmo objetivo.
O
tempo passava e a cada passo, o pé de Ghost ia
inchando e ficando mais dolorido. Então, chegou
um momento em que ele parou. A dor impedia-o de
andar. Será este o fim da viagem de nossos aventureiros???
Confira
o desfecho da emocionante viagem na próxima edição.
CRIANÇAS
NO FESTIVAL
AMARELINHA, PIQUE-ESCONDE, LENÇO ATRÁS
As crianças de Antonina podem não saber o que
estes nomes significam, mas vão aprender e com
certeza se divertir muito na Praça de Recreação,
que agora chama-se Espaço Diversão,
do 14º Festival de Inverno. Isto porque o espaço
traz este ano uma proposta diferente dos anos
anteriores, explorando um mundo de brincadeiras
divertidas que faziam parte da vida do seus bisavôs
e avôs.
Esquecidas, estas brincadeiras revelam um lado
lúdico que permite às crianças desenvolverem sua
habilidades com muita diversão. Além disso, o
espaço é mesmo dedicado àquela hora mais alegre
da vida de uma criança: brincar. Por isso, amarelinha,
pique-esconde, lenço atrás, pega-pega, três marias,
casamento atrás da porta e tantas outras serão
realizadas pela equipe de Recreação e Lazer, coordenada
por Ruth Eugênia Amarante Cidade e Souza.
Esta
proposta nasceu justamente porque as crianças
de Antonina não sabem que brincadeiras tão simples
existem e, por este motivo, acabam longe de um
mundo muito próprio da infância. Segundo a coordenação
do Festival, o Espaço Diversão faz
muito sucesso, e deverá este ano agradar não apenas
às crianças, mas a todos que lembram o quanto
é gostoso deixar as preocupações de lado e voltar
a ser criança.
OUTROS
FESTIVAIS
TUDO
SOBRE
NOVO A CADA ANO, MAS SEMPRE UM EVENTO DE EXTENSÃO
O 14.º Festival de Inverno da Universidade Federal
do Paraná acontece em Antonina, de 10 a 17 de
julho. Serão oito dias de muita cultura, com oficinas
artísticas e espetáculos para todas as idades,
neste que é o maior evento de extensão universitária
do sul do país.
Criado em 1991, pela Pró-Reitoria de Extensão
e Cultura, é uma atividade única na Região Sul,
considerada referência tanto para os profissionais
envolvidos com a extensão universitária, a produção
artística e o ensino da arte quanto para não-profissionais
interessados em iniciar-se no fazer artístico.
Chegando em sua 14.ª edição ininterruptas e sempre
na cidade de Antonina, o Festival propicia a abertura
de um espaço alternativo de aprendizagem, prática,
reflexão crítica e produção artístico-cultural.
Busca socializar o conhecimento artístico em outros
ambientes, contribuindo assim para a formação
de platéias. O programa tem se preocupado com
o resgate do universo histórico de Antonina, como
o artesanato da região litorânea, investindo também
na melhoria da qualidade do ensino de arte.