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.de 10 a 17 de julho de 2004 . Antonina . Paraná

 
 
PÁGINA DA ACS/FÁBRICA NO "14º FESTIVAL DE INVERNO"
sexta-feira 16 de julho de 2004

Filarmônica Orquestra Show Com apresentação dinâmica, banda antoninense arranca suspiros do público

"Vamos fazer desta noite uma verdadeira festa". Assim o jovem maestro da Filarmônica Orquestra Show, Denis da Silva, abriu o espetáculo de quinta-feira no Palco Principal do Festival de Inverno. Com um repertório versátil e números coreografados, esta foi a 14a vez que a Orquestra se apresentou no Festival. Músicas de Adoniram Barbosa, Demônios da Garoa, Zeca Pagodinho, Tim Maia, Skank, dentre outros artistas foram executadas. A Filarmônica Orquestra Show é formada por jovens músicos, todos alunos da Filarmônica Antoninense.
Além da música de primeira qualidade, o show se destacou por sua produção. Os músicos com camisas de diversas cores e o show de luzes deram um toque diferente para o espetáculo. Com movimentos circulares dos instrumentos, um levantar e abaixar constante além de pulos dos músicos, a coreografia impressionou o público e provocou suspiros dos espectadores, principalmente durante a execução do Mambo. O objetivo dos movimentos é reforçar a mensagem musical através da expressão corporal, fazendo também com que o espectador participe ativamente do espetáculo.
Para o curitibano Leopoldo Tramujas, 67 anos, que assistia ao show admirado, a música da Filarmônica era diferente e "muito, muito boa". Já para a participante da oficina de Percussão, Sílvia Maoski, 18 anos, a Orquestra é um grande incentivo para ela continuar estudando. Com um público variado e participativo, o resultado da apresentação não podia ser melhor. "Vocês realmente foram o show", finalizou o maestro.

Bruna Maestri Walter
Cristiano Castilho

O que você faria se pudesse ser você mesmo

Quem assistiu à peça "Micro-revolução de um ser gritante", exibida ontem no Teatro Municipal, saiu no mínimo pensativo e reflexivo. O monólogo representado por Silvana Fonseca de Abreu é inspirado na obra de Clarice Lispector, "Paixão segundo G.H." e tenta instigar micro-revoluções em quem o assiste. "Micro-revoluções a respeito de algumas coisas que você não se dá conta, mas que o estão destruindo, destruindo o que você quer ser", ressalta Silvana.
Para a atriz, a peça envolve reflexões políticas, que tentam fazer com que as pessoas abram os olhos. "Só assim será possível que todos percebam que estão sendo moldadas pelo sistema, e terão a chance de mudar tudo isso", ela comenta. O monólogo pretende fazer com que as pessoas notem as pequenas coisas que fazem contra elas mesmas, que as tornam o que elas não são. Ela ainda pretende fazer uma dramaturgia que quebre barreiras e crie surpresas.
Silvana ministra a oficina "O ator em trabalho solo: a afirmação da própria extensão", que tem como objetivo desenvolver as potências expressivas do ator. Ainda pretende aperfeiçoar o artista para que ele não precise se apoiar em recursos externos, como cenários e textos. "Ninguém consegue fazer o que eu faço, do jeito que eu faço. Minha individualidade me torna insubstituível". Esta é a primeira vez que a atriz é responsável por uma oficina no Festival. "Esta sendo uma grande aprendizado".

Fernanda Rebelo Brun

PROGRAMAÇÃO DAS APRESENTAÇÕES DAS OFICINAS DO 14º FESTIVAL DE INVERNO DA UFPR

17 DE JULHO DE 2004

CORETO
10h00
Ator para o Teatro, teatro para o Ator
11h00
Quem quer brincar, põe o dedo aqui!

EM FRENTE AO PALCO PRINCIPAL
12h00 Disco Street Maquiagem Show
22h00 Produção de Curta em Vídeo

TRAPICHE
9h00 YOGA (Em caso de chuva, Toldo da Rua 24 horas)

EM FRENTE AO CAMPO DE FUTEBOL DO 29 DE MAIO
10h00 Pipa

ESCOLA MOISÉS LUPION
Das 9h00 às 13h00
Do lixo à Arte
Fotoetnografia
Ensino da Arte na Educação
Gravura em Sucata
Xilogravura
Descobrindo a Natureza

FÁBRICA DE BALAS DE BANANA
Das 9h00 às 13h00
Pintura

RÁDIO SERRA DO MAR - AM 1520Mhz
Das 14h00 às 16h00 Produção de Programas Musicais p/ Rádio

TEATRO MUNICIPAL
9h00
Constru"som
Teatro Criativo
O ator em trabalho solo
Coral
Musaicalização

10h00
A vez da voz
Improvisão e jogos teatrais

10h30
Maracatu do Baque Virado e Danças Brasileiras
Maquiagem Mágica

11h00
Dança Criativa
Percussão

LIGA
Das 9h00 às 13h00
Pinta e Faz
Fábrica de Arte

ROCHA POMBO
Das 9h00 às 13h00
Modelagem em Papel
Serigrafia Alternativa
Desenho
A Linguagem da História em Quadrinhos
Tecelagem na Sala de Aula
História em Quadrinhos
Batik sobre Papel
Produção de Materiais Artísticos

 

Projeto Monumento em Movimento proporciona um novo olhar sobre Antonina

Depois de participar do projeto Monumento em Movimento, andar por Antonina não será como antes. O projeto, que acontece desde o 8.o Festival de Inverno coordenado por Desire de Oliveira, possibilita uma leitura e interpretação do patrimônio urbano. Por meio de visitas monitoradas gratuitas, o participante do Festival pode aprender bastante sobre o patrimônio artístico, histórico e cultural da cidade fundada em 1797. Alguns também podem terminar o passeio de "cabelo em pé" devido às lendas que habitam os locais históricos de Antonina.
Na praça Coronel Macedo, diz a lenda, há uma cigana enterrada debaixo do coreto. Pelo fato de ser uma cigana, Bartira não podia ser enterrada em solo santo. Seu corpo ficou na praça por muito tempo até que foi encontrado por sua égua. Também um profeta, Aguinaldo, passou pela cidade com o poder da cura. Aguinaldo falava que Antonina só voltaria a ter riquezas quando as portas da Igreja de São Benedito ficassem abertas.
O trajeto do passeio, que dura cerca de uma hora e meia, também passa pela Igreja Matriz, Teatro Municipal, Estação Ferroviária, Painel dos 200 anos, dentre outros pontos. Segundo a coordenadora do projeto, o roteiro poderia ser ampliado para dois ou três dias, envolvendo a cultura, os artistas e artesãos e as histórias fantásticas da cidade - e que histórias!

Bruna Maestri Walter

NAS ONDAS DO RÁDIO

Uma das oficinas relacionadas à comunicação é a de Produção de Programas Musicais para Rádio. Em seu primeiro ano de existência, proporciona o aprendizado da linguagem do rádio, noções básicas do funcionamento da parte operacional além de pesquisa e direção de programas musicais. Segundo o Ministrante Horácio Tomizawa de Bonis, o diferencial da oficina é que ela dá ênfase para a produção de programas musicais, e não ao rádio jornalismo, como a maioria dos outros cursos.
A aluna de comunicação Gabriele Luise Neves comenta que a oficina tem sido ótima. Para ela, que participa de uma grupo de extensão na área, tudo que aprendeu tem sido muito útil. "O legal é que temos aprendido quase tudo na prática".
O resultado da oficina serão quatro programas de 30 minutos cada, que irão ao ar pela Rádio Serra do Mar - AM 1520 - no dia 17 a partir das 14h00. A programação passará pelo reggae, rock, pop e ainda terá espaço para a música erudita. Confira os programas:

-14h00: Dreadlocks - sintonia com o reggae (especial Bob Marley)
-14h30: Microfonia - o rock independente de Curitiba (Johnz, Upsters, FluiD, Criaturas)
-15h00: Virado - o pop bem temperado ( Señor Coconut, Chico Science, Beatles, Paul Simon, Manu Chão)
-15h30: Contraponto - a música erudita em todas as suas expressões (Grieg, Chopin, Rossini, Mozart, Villa-Lobos, Shoenberg)

Artur Roman e Fernanda Rebélo Brun

SUCATA VIRA BRINQUEDO NAS MÃOS DA PROFESSORA

Galinha de copinho de iogurte, pé de lata, caixa de histórias. Brinquedos simples que proporcionam muita diversão e que são feitos de sucata saem das mãos mágicas da professora Gracia Brunetto de Oliveira, uma das responsáveis pelos vários momentos de alegria no Espaço Diversão.
Gracia é professora de Educação Física na Universidade Estadual de Londrina e trabalha com brinquedos de sucata há dez anos. No início, sua disciplina "Brinquedos e brincadeiras com sucata" era ofertada apenas aos alunos de Educação Física, mas com a demanda, foi preciso abrir a turma para outros cursos.
Em todos esses anos de experiência e troca, professora e alunos desenvolveram pesquisas e criaram quase 60 brinquedos diferentes, utilizando materiais inusitados, como frascos de amaciantes, caixas de papelão, tampinhas e até conchas do mar. Todos os brinquedos procuram desenvolver a percepção motora, manual, visual e também a percepção fina, para diferentes idades. Gracia ressalta ainda que a intenção é criar brinquedos que sejam realmente utilizados e não se
tornem apenas enfeites. A professora pretende publicar um livro com todas as suas criações. Falta apenas encontrar uma editora interessada.



quinta-feira 15 de julho de 2004

ENTREVISTA COM 14 BIS

Festival de Inverno da UFPR:
Qual a expectativa para o espetáculo de encerramento?
14 BIS:
A expectativa é grande pois esse é um ano muito importante para o 14 BIS , estamos completando 25 anos de carreira , estamos lançando um CD de músicas inéditas, vamos gravar um DVD e lançar no final do ano uma caixa com 10 CDs. Já participamos da 7a edição e nada melhor do que estar participando da 14a pois 7 + 7 são 14. Tudo de bom!!

Festival:
O show comemora 25 anos de carreira e muitos dos participantes do Festival nem chegaram a essa idade. Como é a relação com o público jovem?
14 BIS:
Temos notado já a bastante tempo que nosso público tem mudado, pois recebemos uma média de 300 visitas diárias ao nosso site (www.14bis.com.br) e muitos fãs deixam seu recado, e assim começamos a perceber que a faixa etária estava mudando. Feito isso fizemos uma pesquisa no próprio site e chegamos a conclusão que hoje 48% das pessoas que curtem o nosso trabalho estão na faixa dos 16 aos 25 anos. Claro que ficamos super felizes, pois estamos atravessando gerações.

Festival:
Quais as novidades para o show?
14 BIS:
A grande novidade são as novas canções do CD "Outros Planos" e é claro os grandes sucessos como: Planeta Sonho, Caçador de Mim, Linda Juventude, Todo Azul do Mar, Espanhola, Canção da América, Bola de Meia, Bola de Gude e outras.

Festival:
E do novo CD, Outros planos?
14 BIS:
Do novo CD teremos Canções de Guerra (Claudio Venturini /S. Vasconcellos/Chico Amaral); Sinais de Amor (Claudio Venturini / S. Vasconcellos/ Lô Borges); Cedo ou Tarde (Claudio Venturini / S. Vasconcellos) e Até o Dia Clarear (Flávio Venturini / Alexandre Blasifera)

Festival:
O que vocês acham de eventos como o Festival de Inverno da UFPR, que é um evento de extensão universitária?
14 BIS:
Acho super importante que essa galera possa se reunir, se informar, se divertir, trocar experiências e mais importante é a continuação pois já está na 14a edição.

Festival:
Depois de Antonina, onde vocês irão se apresentar?
14 BIS:
Depois de Antonina estaremos nos preparando para viajar por todo o Brasil com esse novo show "Outro Planos" e em setembro vamos para os EUA fazer seis shows em Nova York, Miami, Boston, etc.

Grupo de Seresta se apresenta na sexta-feira

Antonina irá reviver o romantismo nessa sexta-feira, dia 16, com a apresentação do Grupo de Seresta "Canto do Mar". O grupo percorrerá o setor histórico da cidade fazendo serenatas aos participantes do Festival de Inverno. Vestidos com roupas da época de 1920, os 17 integrantes passarão por seis casas e cantarão a música pedida pelo morador. Entre a distância de uma casa e outra, eles cantarão Serenô, As Pastorinhas, Estão Voltando as Flores, dentre outras músicas. Após passar pelas casas, o grupo fará o encerramento na praça central da cidade.
A apresentação também será a comemoração de um ano do grupo. Sua primeira apresentação foi no Festival de Inverno do ano passado. De lá para cá, o grupo se apresentou diversas vezes e apareceu nos programas "Mais Você" da Rede Globo e "Origens" da TV Bandeirantes. Neste ano, surpresas foram preparadas para o público do Festival, que será, talvez, o maior que o grupo antoninense já teve.

Bruna Maestri Walter

PROGRAMAÇÃO DAS APRESENTAÇÕES DAS OFICINAS DO 14º FESTIVAL DE INVERNO DA UFPR

16 DE JULHO DE 2004

CORETO
17h30 (Em caso de chuva, Estação Ferroviária 20h00)
Maracatu do Baque Virado
Cacuriá do tatá
Bonecos Gigantes
Constru"som
Danças Brasileiras

18h30 (Em caso de chuva, Toldo da Rua 24 horas)
Direção Teatral
Maquiagem Artística

17 DE JULHO DE 2004

CORETO
10h00
Ator para o Teatro, teatro para o Ator
11h00
Quem quer brincar, põe o dedo aqui!

EM FRENTE AO PALCO PRINCIPAL
12h00 Disco Street Maquiagem Show
22h00 Produção de Curta em Vídeo

TRAPICHE
9h00 YOGA (Em caso de chuva, Toldo da Rua 24 horas)

EM FRENTE AO CAMPO DE FUTEBOL DO 29 DE MAIO
10h00 Pipa

ESCOLA MOISÉS LUPION
Das 9h00 às 13h00
Do lixo à Arte
Fotoetnografia
Ensino da Arte na Educação
Gravura em Sucata
Xilogravura
Descobrindo a Natureza

FÁBRICA DE BALAS DE BANANA
Das 9h00 às 13h00
Pintura

RÁDIO SERRA DO MAR - AM 1520Mhz
Das 14h00 às 16h00 Produção de Programas Musicais p/ Rádio

TEATRO MUNICIPAL
9h00
Constru"som
Teatro Criativo
O ator em trabalho solo
Coral
Musaicalização

10h00
A vez da voz
Improvisão e jogos teatrais

10h30
Maracatu do Baque Virado e Danças Brasileiras
Maquiagem Mágica

11h00
Dança Criativa
Percussão

LIGA
Das 9h00 às 13h00
Pinta e Faz
Fábrica de Arte

ROCHA POMBO
Das 9h00 às 13h00
Modelagem em Papel
Serigrafia Alternativa
Desenho
A Linguagem da História em Quadrinhos
Tecelagem na Sala de Aula
História em Quadrinhos
Batik sobre Papel
Produção de Materiais Artísticos

 

Astrologia também é assunto do Festival

Entender os quatro elementos da natureza e sua ligação com os signos do zodíaco é uma ferramenta útil para o conhecimento dos vários tipos de personalidades. Esses e muitos outros segredos sobre os astros estão sendo revelados pelo astrólogo João Acuio, na oficina "Gramática expositiva do Céu - a Astrologia através das Artes".
Acuio, que também é autor do livro "Céu em Transe", explica de maneira clara a influência direta das principais forças da natureza como o Fogo, a Terra, a Água e o Ar sobre a percepção das pessoas. " São quatro lentes, quatro cliques diferentes, quatro maneiras distintas de encarar a vida", destaca. Assim, força e intuição são atribuídas às pessoas regidas pelos signos do Fogo - Áries, Leão e Sagitário; racionalidade é uma característica forte dos signos da Terra - Touro, Virgem e Capricórnio. Ainda o mundo dos pensamentos e idéias faz parte do elemento Ar, atributos dos nascidos sob os signos de Gêmeos, Libra e Aquário. Complementando, o apego e a maternidade são inerentes aos mistérios da Água, determinando os filhos de Câncer, Peixes e Escorpião. Outra proposta interessante é que durante a oficina cada participante fará o seu mapa astral, interpretando a linguagem simbólica desta ciência.

GENTE QUE VEIO DE LONGE

O Festival de Inverno é uma boa oportunidade para estrangeiros entrarem em contato com a cultura brasileira. Em Antonina, três intercambistas estão participando das, oficinas e aproveitando os espetáculos oferecidos. O japonês Toshiaki Isoi e Jessica Mumford, do País de Gales, optaram por oficinas que valorizam a cultura nacional, como a de Maracatu e a de Danças Brasileiras. A alemã Birgit Burghart faz a de Yoga.
O interesse pela cultura brasileira, por parte de Toshiaki, começou no Japão com o estudo da língua portuguesa. Shows e espetáculos são o que mais atraem o japonês, que também vê no Festival uma oportunidade para conhecer pessoas. Já Birgit demonstra admiração por tudo em Antonina. "Gosto da cidade, dos prédios antigos e do clima". A alemã começou a aprender português no seu país e garante que os teatros e as oficinas também são interessantes.
Jessica está no Brasil pela segunda vez, ao contrário dos outros intercambistas que nunca tinham vindo ao país. A britânica diz que é bom sair de Curitiba e explorar culturas de outros locais, e o 14.º Festival de Inverno está sendo a oportunidade perfeita.
Os estrangeiros não sabem até quando vão ficar no país, mas Toshiaki está decidido a não partir antes de fevereiro. Ele pretende sambar no carnaval do Rio de Janeiro e com a oficina de Danças Brasileiras certamente ficará mais fácil acertar o passo.

Cristiano Luiz Castilho


Oficinas resgatam cultura popular brasileira

Da teoria a prática, do estudo a criação. É assim que oficinas voltadas a cultura popular brasileira tomam forma. Elas têm como princípio o resgate de manifestações populares, que são desconhecidas ou esquecidas. No Festival deste ano, algumas das oficinas que priorizam esta cultura são: Música Popular Brasileira: História e análise, Percussão do Maracatu ao Baque Virado, Danças Brasileiras e Cacuriá do Tatá.
"Vem pra cá você também, moça menina linda, a festa vai ser danada, cacuriá e Antonina". É no embalo de cantigas como essa, cantadas e tocadas pelos próprios alunos, que a oficina Cacuriá do Tatá acontece. O Cacuriá é uma festa típica do Maranhão, em homenagem ao Espírito Santo, que começou nos terreiros e agora toma as ruas. Segundo o ministrante, Itaércio Lopes Rocha - o Tatá -, a intenção da oficina é não só resgatar a cultura, como fazer com que a cultura resgate as pessoas da tristeza e mesmice.
Quanto a parte teórica da MPB, a oficina Música Popular Brasileira: História e análise tem o intuito de expor a evolução histórica do estilo e encará-lo como algo sério, que merece ser analisado e discutido de forma científica. Para o ministrante Rogério Budasz, o interessante da cultura brasileira é que ela não é pura, e que a interação de diferentes manifestações fazem parte da evolução e do desenvolvimento da música.
Gingados, músicas, passos e coreografias. As oficinas Percussão do Maracatu ao Baque Virado e Danças Brasileiras pretendem unir e difundir as diferentes culturas do Brasil. De acordo com Luciano Ortega Fagundes um dos ministrantes os alunos estudam diferentes tipos de coreografias e ritmos, trabalhando a coordenação e concentração. Ele finaliza "As manifestações populares estão em processo de evolução".

Artur Roman e Fernanda Rebélo Brun



A RUA VAI TREMER. AS CRINÇAS DA DISCO STREET VÊM AÍ!
você acha que cuidar de crianças é difícil, que tal ensinar quatro coreografias para 150 crianças em apenas cinco dias? Pode parecer impossível, mas é essa a missão de Josiane de Carvalho, ministrante da oficina de Disco Street. Licenciada em Educação Física pela UFPR, Josiane é responsável por oficinas de dança há sete anos.
Os alunos da oficina são divididos em dois grupos etários - de 7 à 10 anos e de 11 à 14 anos - que se unem na apresentação final. Os alunos também são responsáveis pelas roupas e pela maquiagem usada no show.
Para as mães, que ficam impressionadas com o brilhante trabalho de Josiane com as crianças, ela explica: "As crianças são muito maduras. Gostam do que fazem e são super disciplinadas. Aí fica fácil trabalhar". Segundo a ministrante, outro fator fundamental para o sucesso das aulas é criar expectativa para a apresentação. "Além disso, tem o meu microFone da Madonna" - que Josiane diz ser peça chave de sua técnica.
Este ano, a oficina conta com algumas inovações. Das quatro coreografias ensinadas, duas contarão com músicas brasileiras e duas com músicas internacionais. A oficina de Disco Street utiliza movimentos básicos de street-dance, apesar de não se ater muito a músicas do estilo.
Josiane já participou de outros Festivais como monitora. Segundo ela, tanto sua oficina quanto o evento passaram por várias transformações. Como alguém que participou de quase todos as edições, ela finaliza: "Você vê o Festival crescer".

Artur Roman e Fernanda Rebélo Brun

quarta-feira 14 de julho de 2004

57 pessoas numa casa: vale tudo para curtir o Festival

Em Antonina, cerca de 50 alunos de Comunicação Social da UFPR vão passar os dez dias do Festival de Inverno juntos numa casa. Pode parecer mentira, mas não é. Há três anos eles fazem isso, o que virou tradição. A casa passou a ser conhecida na cidade como a "casa dos 40". Só que esse número pode variar bastante e chegar a 60.
Com a diária de R$ 4,00, nossos heróis enfrentam graves problemas de infra-estrutura. Chuveiros que não esquentam em pleno inverno, assoalho de madeira barulhento e a escada para o segundo andar da casa do lado de fora são os principais, dentre muitos. Há também os problemas que eles mesmo geram, como muita sujeira (na casa não há um cronograma de limpeza), barulho até cinco horas da manhã, e, claro, a superlotação.
O organizador da bagunça é o estudante de Publicidade e Propaganda Maikon Leandro Bruno. Quando o Festival se aproxima, ele já começa - ou pelo menos tenta - cobrar o valor da casa do pessoal. "Gosto de organizar, o que traz dor de cabeça. Mas alguém tem que fazer", conta.
Nessa edição do Festival, 57 pessoas já passaram pela casa. Alguns ficam só no final de semana, outros passam os dez dias. E, no meio de tanta gente, com quem fica a chave da casa? Há somente uma cópia, que fica escondida (isso quando o último se lembra de deixá-la em casa, é claro).
Apesar dos problemas, ficar na "casa dos quarenta" tem suas vantagens. Tantas que esse ano eu, como monitora do Festival, desisti de ficar em um hotel pago, com privacidade, banho quente e café da manhã. Já que em Antonina: "O que vale é a diversão!"

Bruna Maestri Walter


 

A Modernização da música primitiva Claudinho Brasil faz releitura contemporânea da cultura primitiva

O grupo Claudinho Brasil e os Arquétipos apresentou ontem, no Teatro Municipal de Antonina, um espetáculo inovador e provocante. "O Retorno do Sagrado" mistura música, dança, teatro e artes plásticas. O espetáculo impressionou o público, que compareceu em grande número. Os 600 ingressos distribuídos durante a tarde esgotaram em apenas uma hora.
Segundo Claudinho Brasil - voz, percussão e direção de arte - a idéia de formar o grupo surgiu de uma pesquisa que ele iniciou há dois anos. Tal pesquisa consiste nas relações entre a música primitiva e a contemporânea. Ele afirma que existem muitas semelhanças rítmicas e melódicas entre elas.
O espetáculo chama-se "O Retorno do Sagrado" pois o grupo cria um ambiente ritualístico através do resgate de ritmos e danças negras e indígenas. Piano, trompete, violino e percussão, combinados com versos ora cantados ora falados traziam à tona sentimentos antagônicos como amor e ódio, vida e morte, paz e caos. Segundo Claudinho, o objetivo principal é fazer com que as pessoas saiam transformadas do teatro.

Artur Roman

 

Festival de Inverno impulsiona a arte para a sala de aula

Desde a segunda edição do Festival de Inverno, no ano de 92, há uma categoria de oficinas destinadas principalmente aos professores. São as oficinas de Educação e Arte, que têm por objetivo possibilitar novas formas de ensino para a sala de aula. "Com as oficinas, os professores aprendem muita coisa. Elas capacitam e trazem novidade", afirma a Secretária de Educação de Antonina Juni Feres Mousinho.
A professora da rede pública de Antonina, Delma Sueli da Silva Pinto, ressalta a importância destas oficinas para os professores do município, onde as escolas públicas não oferecem a disciplina de Artes. "O que aprendemos nas oficinas tentamos introduzir na sala de aula. Também com as oficinas adquirimos conhecimento para nós mesmo", conclui a professora, que este ano participa da oficina Tecelagem para a Sala de Aula, ministrada por Rene Gomes Scholz.
Cinco oficinas foram ofertadas gratuitamente para professores da rede pública de Antonina, artesãos e Apae nesta edição do Festival. Para os demais, a taxa de inscrição foi de R$ 35,00. Os temas variam entre teatro, Música Popular Brasileira, tecelagem, ensino da arte e cerâmica.

Bruna Maestri Walter

Exposições valorizam a arte no Festival

Além de oficinas e espetáculos, este ano o Festival de Inverno da UFPR conta com duas exposições: "Antonina Arte" - que acontece de 9 a 31 de julho - e "Cartazes no Festival" - de 10 a 17 de julho.
A exposição "Antonina Arte", que está acontecendo na Estação Ferroviária da cidade, conta com trabalhos de arte visual e popular, valorizando artistas locais. A novidade deste ano foi a participação de expositores de artesanato. Para Karen Favoreto, expositora, a iniciativa do Festival é bem interessante. "Espero que a experiência sirva para melhorar cada vez mais o evento", comenta. Além de estudantes, a maioria dos visitantes da exposição é de turistas. Segundo Luane Andrelise Araújo, supervisora da exposição, "o público tem gostado bastante. Já veio gente de Recife, São Paulo. Até dos Estados Unidos".
A outra exposição, "Cartazes do Festival", localizada no QG do Festival, foi uma das novidades deste ano. Ela conta com a mostra dos 182 cartazes inscritos no concurso para a escolha do cartaz oficial do evento. Apesar deste concurso existir desde a 8ª edição do Festival, esta foi a primeira vez que houve a exposição. Segundo Lúcia Mion, coordenadora geral do Festival, a exposição foi bem aceita pelo público: "Está sendo ótimo. As pessoas vêm, elogiam, dizem que tem que ter todo ano. E o legal é que gera toda uma discussão". Para o estudante de comunicação Péricles Kwiatkowski: "Tem muito trabalho bom. A gente espera que a exposição aconteça todo ano".


Fernanda Rebélo Brun

O FESTIVAL FOI A GENTE QUE FEZ

Ao longo desses 14 anos de Festival de Inverno muita gente boa passou por Antonina, fazendo parte de uma história que já virou até livro. São profissionais competentes que já ministraram oficinas ensinando artes plásticas, dança, música, teatro, fotografia, patrimônio cultural, cinema, além de expoentes do mundo artístico que esquentaram as noites com inúmeros espetáculos. É gente que fala as linguagens da arte e da expressão cultural, estas, sobreviventes únicas da diversidade contemporânea.
Assim, vale lembrar historiadores da arte, como a professora Maria José Justino, Fernando Bini, Mário Ramiro, entre outros. Ministraram oficinas de artes plásticas destaques do meio paranaense como Newton Goto, Ivens Fontoura, Fábio Noronha e Liz Szczepanski. Em 1994, uma parceria com a Secretaria de Estado da Cultura do Paraná, levou a Antonina a exposição "Artistas Paranaenses da Geração 90, apresentando a produção artística de Ana Maria Comodo, Fábio Noronha, Newton Goto, Ricardo Carneiro, Rita Brandt e demais artistas. Já as atividades relacionadas às áreas de fotografia, cinema e vídeo, contaram com a presença de Sylvio Back e sua bagagem de direção de cinema brasileiro. Um passeio pelas artes cênicas também foi possível através de ministrantes célebres como Ênio Carvalho, Rafael de Camargo, Paulo Venturelli, Luís Melo, Fátima Ortiz, Kátia Horn e outros atores consagrados.
E mais: as artes circenses, muito bem representadas pelo Circo Zanchettini, os diferentes ritmos e o mundo da dança, mostrados pelo Elenco Municipal de Danzas de Luján, Argentina e a dança de rua, levada ao Evento pela Cia. de Dança Balé de Rua de Uberlândia. Mas esse verdadeiro mosaico de arte e cultura ainda permanece vivo nas ruas e praças da pequena cidade litorânea que tem na memória a "gente que fez" os festivais.

Fonte: Festival de Inverno da UFPR - 11 anos de cultura, arte e cidadania. Curitiba/UFPR/PROEC, 2002

Sonia Loyola

terça-feira 13 de julho de 2004

"Artista na Universidade" promove palestras durante o Festival

O Festival de Inverno, além de oficinas, espetáculos e shows, abriga também projetos de extensão desenvolvidos durante o ano todo na UFPR. O projeto "O Artista na Universidade" do Departamento de Artes é um exemplo significativo, que cresceu com o Festival. Na sua quarta edição no evento, o projeto busca aproximar artistas visuais da comunidade, através de ciclo de palestras, e proporcionar a troca entre os diversos trabalhos artísticos locais e de fora. A idéia do "Artista na Universidade" foi da professora Dulce Osinki no ano de 99. No começo, eram promovidas conversas com artistas de maneira informal. Por sugestão da professora Tânia Bloomfield, o projeto foi trazido para o Festival. Durante a semana em Antonina é promovido um ciclo de palestras, em que artistas visuais, ministrantes de oficinas, mostram sua produção e discutem o processo criativo. "Sem o Festival seria impossível trazer artistas de fora. Não temos dinheiro para isso", afirma Tânia. Já deram palestras artistas vindos de Pernambuco, Rio Grande do Sul, São Paulo, dentre outros estados.


CRIANÇAS ESPECIAIS FORMAM IDENTIDADE ATRAVÉS DO SOM



L-u-a-n-a, A-r-i-a-n-e, M-a-r-i-a, P-r-i-s-c-i-l-e. Soletrar e repetir; repetir para aprender. Assim as crianças especiais trabalham a sonoridade por meio de uma marcação compassada e ritmada. É uma forma de absorverem a consciência da própria identidade, tendo como ponto de partida o seu nome. É também um processo de integração e abertura para perceberem o outro e a realidade que os cerca. Este é um dos objetivos da oficina "O Som em Forma e Movimento", que está sendo ministrada na APAE de Antonina pelo musicoterapeuta Ary Fábio Giordani. Outra intenção é despertar através de brincadeiras a sensibilidade artística dos alunos, utilizando-se da música e da cultura popular. Para isso, são utilizados instrumentos alternativos de percussão como o reco-reco, pandeiro e afoxé, manipulados na produção de melodias pequenas e de fácil compreensão. Com as sete crianças que compõem o grupo, Giordani fica atento às improvisações, procurando manter um referencial a partir de coisas comuns que acontecem durante as atividades. No local acontecem mais três oficinas: Serigrafia, Cerâmica e Mosaico, proporcionando a inclusão dos alunos especiais no campo profissional.

 

TINTAS, MÚSICA, BRINQUEDOS, CRIATIVIDADE

As oficinas do 14º Festival de Inverno da UFPR estão a todo vapor e já começam a mostrar muita produção artística. Além de mostrarem toda a criatividade dos participantes, as oficinas também proporcionam a interação entre os diversos aspectos do fazer artístico. Um bom exemplo é a oficina de "Gigantes", onde os alunos vão construir três criaturas gigantes, que sairão em passeata com os alunos da oficina de "Percussão, do Maracatu ao Baque Virado". Interação também existirá entre os participantes das oficinas teatrais, que serão caracterizados pelos alunos da oficina de "Maquiagem". No sábado, 17 de julho, o resultado de todas as oficinas poderá ser conferido. Além das apresentações do Teatro Municipal, estão sendo programadas instalações pela cidade e a apresentação na Rádio Serra do Mar, de Antonina, dos programas produzidos pelos alunos de "Produção de Programas Musicais para Rádio".

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Grupo teatral discute as relações entre capital e trabalho

O Grupo Teatral PalavrAção da UFPR representou ontem no Teatro Municipal a peça "A exceção e a regra". Baseado no texto de Bertold Brecht, o espetáculo discute de forma irônica e engraçada a relação entre capital e trabalho. Apesar de ter sido escrita há muito tempo, a peça trata de temas que continuam atuais como a questão do petróleo, da justiça, da exploração e da desigualdade nas relações de poder.
Dirigido por Adriano Esturilho e Hugo Mengarelli, o espetáculo ironiza o papel da polícia e do Estado num mundo neoliberal e ainda critica a "paz" americana no Oriente. A releitura do texto de Brecht revela as relações desiguais que existem entre capital e trabalho, através da história de três personagens um guia, um carregador e um capitalista. Em busca de petróleo, os interesses dos três entram em conflito.
Para tratar de temas densos como esse, Brecht desenvolveu algumas técnicas para que o público refletisse melhor sobre o texto. Uma delas, chamada de "quebra", consiste na simulação de erros dos atores, e faz com que o público se desligue da peça e reflita um pouco sobre o que viu. Ao mesmo tempo, há uma aproximação entre atores e espectadores, quebrando a barreira que sempre separou o palco da platéia.
O desfecho da peça segue regra ao ilustrar uma cena clássica, em que a justiça favorece quem detém o capital. Porém, mostra a exceção ao priorizar a realidade e não o idealismo.


Confira toda a programação de espetáculos.

 

segunda-feira 12 de julho de 2004
OK, TUDO PRONTO!
Mais uma vez a Universidade Federal do Paraná chega a Antonina para encher a cidade de cultura e festa com o Festival de Inverno. A cerimônia oficial de abertura da 14ª edição, no Palco Principal, contou com a presença da Vice-reitora Maria Tarcisa Silva Bega, da prefeita de Antonina Munira Peluso, políticos e autoridades. Também estavam presentes representantes dos patrocinadores Banco Itaú e Federação das Indústrias do Paraná (FIEP).

JUSTIFICATIVA DE AUSÊNCIA

Se formos verificar a lista da equipe do Festival de Inverno, vamos ver que nem todos estão em Antonina. Para o evento funcionar, algumas pessoas da equipe ficam em Curitiba para dar suporte para a coordenação do Festival. Mas, uma das integrantes da equipe de infra-estrutura, que trabalha desde o 9.º Festival, não está nem em Antonina e nem em Curitiba. E qual será o motivo para esta ausência? Tem justificativa?
Em se tratando de nossa colega de trabalho e amiga Adriana Riechter, a justificativa é bem fofinha, pesa 3k745g, mede 49 cm e se chama Júlia Beatriz. Júlia chegou nesse nosso mundão no dia 30 de junho, cheia de saúde, forte e mostrando que tem personalidade. Adriana, que integra totalmente a equipe e tem o espírito do Festival de Inverno, trabalhou até o fim do expediente do dia 29 de junho. Quase que nós a levamos direto da Universidade para a maternidade...
Toda a equipe do 14.º Festival de Inverno deseja boas vindas a linda Júlia Beatriz e parabéns a Adri pela filhota. Que mãe e filha sejam muito felizes e tenham sempre muita saúde. E que no 15.º Festival de Inverno possamos nos encontrar em Antonina!

O FESTIVAL DA AMARELINHA

"Quem quer brincar de amarelinha põe o dedo aqui!" E num instante muitos dedinhos apareceram atendendo ao chamado que ecoava pela praça Coronel Macedo, formando um carossel de crianças com olhos e ouvidos atentos. O movimento rolava de todo lado, nos pulos da amarelinha pintada na calçada da praça, no jogo de peteca, na pressa do lenço atrás, na concentração para lançar as bolinhas de gude, os piões e os iô iôs. Já os menores preferiram confeccionar brinquedos com sucata, outros escolheram o equilíbrio da perna de pau, a corda, o elástico e inúmeras brincadeiras que resgatam a simplicidade da infância. Foi uma tarde de boas vindas ao 14º Festival de Inverno da UFPR, que continua até o próximo sábado, dia 17. Feito o convite, crianças e adultos de todas as idades poderão participar desta grande integração e aderir de forma espontânea ao clima de festa da cidade.
Para isso basta seguir a rotina das 81 oficinas ofertadas, diversificando ofícios que vão desde as artes plásticas, cinema, teatro, música, dança, turismo, arte-educação até noções sobre desenvolvimento sustentável e astrologia. E mais: durante as noites os gostos se dividem pela escolha dos espetáculos: tem de tudo, recitais na Igreja Matriz, peças teatrais no Teatro Municipal, espetáculos no Palco Principal e as manifestações de rua. Esses ingredientes trazem a Antonina todos os anos o abraço da Arte e da Cultura, garantia de sucesso de mais um Festival
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O que acontece domingo no Festival

A programação do segundo dia do 14º Festival de Inverno, dia 11, começou cedo. Com atividades voltadas à promoção da saúde, aulas públicas e mesa redonda, o Domingo no Festival teve início às 9h30 com uma aula de Yoga, da professora Naiana Bregolato.
Em seguida foi a vez da aula de dança Disco Street, com a professora Josiane de Carvalho, que movimentou, literalmente, a praça central de Antonina. Para as crianças, a aula "Quem quer brincar põe o dedo aqui!", da professora Dayse Santiago foi um encontro com a cultura popular brasileira através de brincadeiras de roda. Enquanto isso, programas de prevenção a Aids e Câncer Bucal, Teste de Memória e massagem estavam sido ofertados gratuitamente, durante todo o dia.
Foi promovida também uma mesa redonda "O Espaço do Corpo, na Fronteira das Linguagens Artísticas". Participaram os artistas Flávia Pucci, Geslline G. Braga, Rogério Budasz e Itaércio Lopes.

 

Grupos artísticos da UFPR mostram seu trabalho no 14.º Festival de Inverno

O Festival de Inverno da UFPR em Antonina é uma boa oportunidade para os grupos da própria Universidade apresentarem seu trabalho. Foi o caso do Coral da UFPR, que lotou o Teatro Municipal na noite de Sábado (10) e arrancou um "bis" da platéia. Apresentando trechos do oratório A Criação (Die Schöpfung) de Joseph Haydn, o grupo de cantores foi muito criativo ao se movimentar ao redor do público, construindo uma intimidade com os espectadores e proporcionando um efeito sonoro belíssimo.
Além do Coral da UFPR, outros grupos da Universidade estarão se apresentando durante o 14.º Festival de Inverno. O Grupo de MPB se apresentou ao ar livre, nas ruínas da cidade, o espetáculo "Trilhas e Veias". O grupo de Teatro PalavrAção, o Coral dos Servidores, o Grupo de Percussão da UFPR e a Téssera Companhia de Dança também estarão esquentando o inverno em Antonina.

Confira toda a programação de espetáculos.
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Créditos: Cristiano Castilho

NELSON SARGENTO


Emoção. Muita emoção foi a tônica do espetáculo de abertura do 14.º Festival de Inverno da UFPR em Antonina. Nelson Sargento levantou o público com antigos e consagrados sambas no show que também comemora seus 80 anos de vida. Se para o cantor, fazer uma apresentação para cerca de 5 mil pessoas (segundo dados da Polícia Militar) foi um presente de aniversário, para o público, escutar clássicos como "Samba, Agoniza, mas não morre" foi um presente muito maior. Jovens - participantes do Festival, moradores ou visitantes e pessoas mais velhas dançaram e cantaram, numa participação maciça, extraindo de Sargento até um "mata o velho!" no meio do espetáculo. Desde os primeiros acordes, com a entrada do sambista da Velha Guarda da Mangueira ao palco, o espetáculo já prometia ser especial. Até o céu, que ficou o dia inteiro nublado e com chuva, presenteou Antonina, abrindo e se enchendo de estrelas.
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Como você vai para Antonina?
De carro, ônibus ou trem?
Muito convencional.
Que tal ir à pé?

Parece loucura. Mas não para o estudante de Comunicação Social da UFPR Thiago Luis Costa Martins, mais conhecido como Holywood. No ano passado, ele e mais três amigos, por falta de dinheiro, decidiram arrumar um meio alternativo para chegar a Antonina.
Ghost, um desses amigos, conhecia o Caminho do Itupava, que leva ao litoral. Então, a vontade de participar do Festival de Inverno venceu o receio inicial, e os quatro amigos resolveram viajar à pé.
Na segunda-feira, dia 14 de julho, eles estavam prontos para partir. Logo no início da trilha, Ghost torceu o pé. Isso fez com que o ritmo da caminhada diminuísse. Já era noite quando, debaixo de chuva, o grupo chegou à Casa do Ipiranga, onde acamparam.
No dia seguinte o grupo decidiu caminhar pelos trilhos do trem. À noite, acamparam na Represa do Véu da Noiva. O terceiro dia amanheceu chuvoso e com uma densa neblina. O grupo continuou a caminhada pelos trilhos até chegar em uma estação de trens de manutenção, de onde pegaram carona com um dos trens até entrarem novamente na trilha.
Depois de algumas horas caminhando, chegaram ao povoado de Porto de Cima, onde nossos aventureiros comeram e beberam. Até demais. Tanto é que Ghost passou mal e decidiu abandonar a viagem, voltando para casa. O restante seguiu com um objetivo: chegar a Morretes e pegar um ônibus para Antonina. Dito e feito. Às 23h45 do terceiro dia de jornada, embarcaram no ônibus que os levaria ao tão almejado destino.
Ao chegar em Antonina, "deu para sentir a sensação de vitória", como afirma Holywood. Ele completa dizendo: "a chegada é a coroação de um caminho massa". Tão "massa" que ele repetirá o feito este ano.
E pela cor do céu, a viagem promete ser bem parecida.

Artur Roman e Fernanda Brun - acadêmicos de Comunicação e integrantes da Fábrica de Comunicação
 

 

 

EM PAUTA

 

14º FESTIVAL DE INVERNO ESTÁ COM INSCRIÇÕES ABERTAS

Em julho, as ruas da cidade de Antonina vão ferver. De 10 a 17 de julho acontece o 14.º Festival de Inverno da Universidade Federal do Paraná. Serão oito dias de muita cultura, neste que é o maior evento de extensão universitária do sul do país, com oficinas artísticas e espetáculos para todas as idades. A expectativa é que mais de 50 mil pessoas passem pela cidade durante todo o período do Festival.
Este ano, o Festival terá 40 oficinas para adultos, 41 oficinas infantis e cerca de 40 espetáculos. As inscrições para participar das oficinas para adultos já estão abertas e podem ser feitas até o dia 02 de julho, com preços que variam de R$35,00 e R$55,00. Para as oficinas infantis, as inscrições são gratuitas e podem ser feitas apenas no dia 10 de julho, em Antonina.

Locais de Inscrição


As inscrições podem ser feitas em Curitiba, na
PROEC - Pró-Reitoria de Extensão e Cultura,
no horário das 9h às 12h30min e das 13h30min às 18h.

Em Antonina, o local é o
Teatro Municipal,
no horário das 9h às 12h e das 14h às 18h.

Pela internet os interessados devem preencher a ficha de inscrição (clique aqui) e enviar para a Secretaria do Festival, por e-mail (festival@ufpr.br) ou por Fax (41 3310-2763) o comprovante de pagamento, que deve ser feito no Banco do Brasil, para a agência 3793-1, conta corrente nº 502.295-9.

Lembre-se, o recibo de pagamento da taxa de inscrição é a confirmação, desde que exista vaga na oficina solicitada.

Participações

Os interessados podem participar de mais de uma oficina, desde que os horários sejam compatíveis. Também poderão mudar sua escolha de oficina, desde que hajam vagas e que as inscrições ainda estejam abertas. Lembrando que não será devolvido o dinheiro da inscrição por desistência do participante.

 

OFICINAS

 


DO PENSAMENTO ASTROLÓGICO AO DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL, OFICINAS TRABALHAM VÁRIAS LINGUAGENS ARTÍSTICAS


O Festival de Inverno oferece em sua 14ª edição 81 Oficinas que valorizam a produção artística em suas várias linguagens - dança, música, artes plásticas e artes cênicas. Divididas em quatro categorias, atendem todos os públicos que participam do Festival.

Acima de 15 anos

São 29 Oficinas. As tradicionais de Produção de Curta em Vídeo, Percussão e a do Caranguejo - Jornalismo Impresso - por serem as mais procuradas pelos participantes dos Festivais anteriores, têm o seu lugar garantido. Bonecos Gigantes - Oficina que tem por objetivo a construção de bonecos e posterior procissão por Antonina, ConstruSom - que propõe a construção e a manipulação de instrumentos musicais por meio de materiais recicláveis e a Oficina Livro a Céu Aberto, que fará uma abordagem do impacto sócio-cultural do turismo na cidade, são as novidades para esse ano. A taxa de inscrição é de R$ 35,00 por Oficina.

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Aprimoramento


Ministradas por profissionais de renome, as três Oficinas de Aprimoramento (Artes Visuais, Pintura e Corpo & Voz) são direcionadas principalmente aos alunos que já têm algum conhecimento na área artística. A taxa de inscrição é de R$ 55,00 por Oficina.

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Infantis


São 41 oficinas gratuitas voltadas principalmente para as crianças de Antonina. Destacam-se: História em Quadrinhos - Oficina que integra o Programa de Extensão e Arte na Universidade e a de Disco Street - grupo de dança formado por crianças que se apresentarão no último dia do Festival. Além das Oficinas, a Praça de Recreação - um espaço especial destinado a este público - será palco de brincadeiras tradicionais que, aos poucos, foram esquecidas pelas crianças. As inscrições para as Oficinas Infantis deverão ser feitas no dia 10 de julho, sábado, das 9h às 16h, no Salão Paroquial de Antonina.

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Educação e Arte

São seis Oficinas voltadas especialmente aos professores da rede pública de ensino de Antonina. O objetivo é proporcionar novos métodos de ensino através das oficinas de Cerâmica, Tecelagem, Música Popular, Teatro e Desenho. Artesãos, professores da rede pública de ensino de Antonina (estadual e municipal) e APAE - Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais estão isentos da taxa de inscrição. O preço para os demais participantes é de R$ 35,00.

Além das Oficinas de caráter artístico, que buscam levar aos moradores da cidade e aos participantes do Festival de Inverno a possibilidade de entrar em contato com a cultura em suas diversas formas, o evento de extensão da UFPR também oferece Oficinas de cunho sociocultural. A Oficina Geração de Trabalho, Renda e Desenvolvimento Sustentável tem o objetivo de divulgar a importância da Economia Solidária dentro do atual contexto socioeconômico, como alternativa ao desemprego e à exclusão social. Ela será ministrada à noite para que os trabalhadores locais possam participar. Serão oferecidas gratuitamente uma oficina de Educação Especial para alunos da APAE e outra para os membros da PIA - Patronato do Idoso de Antonina.

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PERSONAGENS

 


Como você vai para Antonina?
De carro, ônibus ou trem?
Muito convencional.
Que tal ir à pé?

Parece loucura. Mas não para o estudante de Comunicação Social da UFPR Thiago Luis Costa Martins, mais conhecido como Holywood. No ano passado, ele e mais três amigos, por falta de dinheiro, decidiram arrumar um meio alternativo para chegar a Antonina.

Ghost, um desses amigos, conhecia o Caminho do Itupava - trilha histórica construída no séc XVII por mineradores e índios, que leva ao litoral. Então, a vontade de participar do Festival de Inverno venceu o receio inicial, e os quatro amigos resolveram viajar à pé.

Na mala levaram barracas, algumas mudas de roupa e comida para dois dias de viagem. Na segunda-feira, dia 14 de julho, eles estavam prontos para partir. Com a bagagem nas costas, pegaram um ônibus metropolitano até Quatro Barras. De lá, seguiram para ao município de Borda do Campo, onde avançaram mata adentro.

Logo no início da trilha, Ghost torceu o pé. Isso fez com que o ritmo da caminhada diminuísse. Já era noite quando, de baixo de chuva, o grupo chegou à Casa do Ipiranga - casa antiga que serve como ponto de descanso para os trilheiros. Depois de comer, montaram uma barraca para a bagagem e outra em que os quatro dormiram "espremidos" e molhados.

No dia seguinte, os aventureiros acordaram cansados, desanimados e ainda molhados. Mas o desânimo logo foi vencido pela exuberante beleza da Serra do Mar. Desmontaram as barracas e seguiram viagem. Depois de pouco tempo de caminhada, encontraram mais quatro estudantes que também estavam indo à pé para o Festival. Agora eram oito pessoas com o mesmo objetivo.

O tempo passava e a cada passo, o pé de Ghost ia inchando e ficando mais dolorido. Então, chegou um momento em que ele parou. A dor impedia-o de andar. Será este o fim da viagem de nossos aventureiros???

Confira o desfecho da emocionante viagem na próxima edição.

 

CRIANÇAS NO FESTIVAL

 


AMARELINHA, PIQUE-ESCONDE, LENÇO ATRÁS

As crianças de Antonina podem não saber o que estes nomes significam, mas vão aprender e com certeza se divertir muito na Praça de Recreação, que agora chama-se Espaço Diversão, do 14º Festival de Inverno. Isto porque o espaço traz este ano uma proposta diferente dos anos anteriores, explorando um mundo de brincadeiras divertidas que faziam parte da vida do seus bisavôs e avôs.

Esquecidas, estas brincadeiras revelam um lado lúdico que permite às crianças desenvolverem sua habilidades com muita diversão. Além disso, o espaço é mesmo dedicado àquela hora mais alegre da vida de uma criança: brincar. Por isso, amarelinha, pique-esconde, lenço atrás, pega-pega, três marias, casamento atrás da porta e tantas outras serão realizadas pela equipe de Recreação e Lazer, coordenada por Ruth Eugênia Amarante Cidade e Souza.

Esta proposta nasceu justamente porque as crianças de Antonina não sabem que brincadeiras tão simples existem e, por este motivo, acabam longe de um mundo muito próprio da infância. Segundo a coordenação do Festival, o Espaço Diversão faz muito sucesso, e deverá este ano agradar não apenas às crianças, mas a todos que lembram o quanto é gostoso deixar as preocupações de lado e voltar a ser criança.

 

OUTROS FESTIVAIS

 

 

 

TUDO SOBRE

 


NOVO A CADA ANO, MAS SEMPRE UM EVENTO DE EXTENSÃO


O 14.º Festival de Inverno da Universidade Federal do Paraná acontece em Antonina, de 10 a 17 de julho. Serão oito dias de muita cultura, com oficinas artísticas e espetáculos para todas as idades, neste que é o maior evento de extensão universitária do sul do país.

Criado em 1991, pela Pró-Reitoria de Extensão e Cultura, é uma atividade única na Região Sul, considerada referência tanto para os profissionais envolvidos com a extensão universitária, a produção artística e o ensino da arte quanto para não-profissionais interessados em iniciar-se no fazer artístico.

Chegando em sua 14.ª edição ininterruptas e sempre na cidade de Antonina, o Festival propicia a abertura de um espaço alternativo de aprendizagem, prática, reflexão crítica e produção artístico-cultural. Busca socializar o conhecimento artístico em outros ambientes, contribuindo assim para a formação de platéias. O programa tem se preocupado com o resgate do universo histórico de Antonina, como o artesanato da região litorânea, investindo também na melhoria da qualidade do ensino de arte.