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Fonte: ECOVIA


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Neste espaço, você saberá de tudo o que está rolando no 21º Festival de Inverno da UFPR.
Produção de oficinas, espetáculos, curiosidades, atividades da Praça de Recreação e todas as ações que espontaneamente são geradas pelo evento!

9 de julho de 2011 - Sábado

O 21° Festival de Inverno da UFPR chegou a Antonina! O sábado de abertura teve sol, temperaturas amenas e clima de alegria e otimismo. As crianças já estavam na fila de inscrições para oficinas infantis desde a madrugada e no período da tarde invadiram a praça Cel. Macedo para brincar. A maratona de apresentações começou com o grupo Siricutico, convidando o povo na rua a entrar na brincadeira de poesias, danças e canções tradicionais. Quando anoiteceu, Antonina ficou cada vez mais cheia e movimentada para ver de perto o cantor Guilherme Arantes, no show de abertura do Palco Principal.

Na solenidade da abertura oficial do Festival, o reitor da UFPR Zaki Akel Sobrinho ressaltou a importância em "reaprender a reprogramar a vida após o drama da região" ao falar das oficinas que tem como objetivo ensinar aos moradores da cidade uma atividade que possa gerar uma fonte de renda alternativa. Falou também do compromisso da UFPR em vir a Antonina e fazer a festa acontecer, mesmo com todas as dificuldades. 

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10 de julho de 2011 - Domingo

Os espetáculos são uma atração à parte durante o 21° Festival de Inverno da UFPR em Antonina. Todas as apresentações são gratuitas e trazem para a cidade o que há de melhor em música, dança e artes cênicas. O Grupo de MPB da UFPR apresentou o espetáculo Musicae Brasilis, no Theatro Municipal, e cantou a história do Brasil através da música.

Em Musicae, o grupo, composto por 16 vozes, se afirma como um dos corais mais criativos do Brasil, mesclando música e teatro com arranjos inovadores e bem construídos e soluções de cenas que compõem perfeitamente com o som. Rodrigo Kleina, das Faculdades de Artes do Paraná (FAP), viu o grupo pela primeira vez em Antonina. Segundo ele, a apresentação foi contagiante. “Eles mesclam muitas coisas e surpreendem. Envolveram o público e deu certo, porque todos participaram”, diz. 

Contando com 23 músicas como Rio de Janeiro, Modinha, A mão da limpeza, Valsa brasileira, Ai que saudades da Amélia, Tropicália, Brasil e Viola enluarada. A época das músicas também é bastante variada: vai de 1859 até 1999. Em cada uma, os arranjos são singulares e se aliam ao trabalho corporal. Durante a apresentação, o grupo dança e se movimenta o tempo todo.

A ideia inicial foi trazida pelo diretor cênico Luís Berthier. A partir de algumas músicas que cantam o Brasil, Berthier começou a pesquisar outras composições com a mesma temática para preparar o roteiro. Em seguida, veio a concepção cênica. No entanto, na fase de preparação das músicas houve, naturalmente, interferências mútuas. “Uma coisa interferia na outra. O arranjo muda a cena e vice-versa”, conta Doriane Rossi, diretora musical do Grupo de MPB. Por isso, o processo foi integrado, dando o resultado harmônico que foi apresentado em Antonina. “A cena é 50% do espetáculo, porque está tão intrinsecamente ligada com a música que muda tudo”, explica Doriane. 

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11 de julho de 2011 - Segunda-feira
 

 

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12 de julho de 2011 - Terça-feira
 

 

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13 de julho de 2011 - Quarta-feira

Não só diversão e arte

Feira agroecológica oferece pratos típicos aos participantes do 21º Festival de Inverno

Nesta edição do Festival de Inverno, a comida é mais um representante da cultura antoninense. A praça de alimentação do evento é composta por barracas que servem alimentos produzidos em sua maioria por comunidades rurais. “É sem veneno, sem agrotóxico”, conta o presidente da Associação de Produtores Rurais de Cacatu, Antonio Carlos Serafim.

Ele explica que já estavam envolvidos com o Festival, mais precisamente na montagem das barracas de bambu da feira, feitas artesanalmente. “Nos primeiros festivais, através das barracas, apoiávamos instituições locais, como a Apae. Isso foi se perdendo por conta de burocracia e também porque exige muito recurso montar uma delas”, lembra Lúcia Mion, a Lucinha, Coordenadora
Geral do Festival. Para ela, a alimentação havia deixado de caracterizar a cidade. Por conta das chuvas, principalmente, surgiu a intenção de ajudar a população local. “Quando vem gente de fora, o dinheiro também sai. Nós somos daqui, então fica tudo aqui”, defende Serafim.

“Fiquei impressionada neste ano com o interesse dos participantes em conhecer a cultura, a história e a cidade. Esse ano todos especulam”, diz Cíntia Fernandes, a barraqueira Oiê, conhecida assim pela extroversão. Ela ainda conta: “O estudante, o turista, vem e quer comer coisas daqui, mas só sobra o pó do bolso. Em outros festivais tinha até estudante trocando tênis por almoço”.

Não apenas local, a comida é fruto da agroecologia, pois é cultivada sem agrotóxicos, em comunidades rurais e assentamentos. De lá, trouxeram banana, mandioca, maracujá, palmitos pupunha e jussara. “A carne também é produção livre”, comenta Serafim sobre os espetinhos de carne e frango, além da coxinha. Na pecuária orgânica, os animais pastam livremente, não sofrendo intervenções químicas nem comendo ração industrial.

“Servimos também a Banana Cubana, que é um salgado que imita o hambúrguer, só que é feito de banana”, afirma a agricultora Aurezinda Almeida. Luzinete Souza Oliveira, também produtora rural, conta do prato criado para esta edição do Festival, o Pastel de Umbigo de Bananeira: “Cortamos o
cerne da bananeira, picamos, cozemos, colocamos tempero e fritamos na massa”. Luzinete promete, ainda, que fará testes para trazer novos pratos para o ano que vem.

Os barraqueiros fazem parte da Associação de Produtores Rurais de Cacatu, composta por agricultores de comunidades e assentamentos locais. Durante a préorganização do Festival, a UFPR sugeriu à Prefeitura Municipal de Antonina que se oferecesse, na praça de alimentação, comidas típicas locais. Daí surgiu o convite à Associação para que montassem as barraquinhas na praça principal. “O próximo passo é fazer com que eles tenham uma feirinha durante a semana sempre”, ressalta Lucinha. “Estamos conseguindo resgatar Antonina para dentro do festival. Ano que vem pretendemos chamar não só os agricultores, mas também dar espaços para outras instituições locais para ajuda-las na arrecadação de renda, organização e promoção”, promete.

(Phillipe Trindade, sob orientação de Mário Messagi Jr)

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14 de julho de 2011 - Quinta-feira

“Vai ter morte”. A afirmação é do professor Polaco. Ele se refere ao filme que está sendo produzido este ano, uma livre adaptação do romance A Hora da Estrela, de Clarice Lispector. “Algumas vezes fizemos roteiros próprios, tipo quando mesclamos ficção e documentário, mas geralmente adaptamos obras literárias”, comenta. 

Com duração em torno de cinco a sete minutos o roteiro do vídeo é simples, o que é importante, como explica Santos. “O objetivo é aprender a prática: gravação em externa, interna, imagens”. Polaco e o diretor de fotografia Santos ministram, não apenas a oficina de Produção, mas também a de Conceitos Básicos de Produção de Curta-Metragem em Vídeo. 

Juntas, oferecem ao participante a oportunidade de sair capacitado para produzir um filme de curta-metragem. Na de Conceitos Básicos, estuda-se roteiro, técnicas de iluminação, sonoplastia, storyboard e outros essenciais. “É um aprendizado duplo. Porque para os alunos ensinamos a produção cinematográfica desde o início, para que conheçam o processo e possam se aprofundar. Para nós porque estamos sempre aprimorando o modo de ensinar audiovisual”, conta Polaco. 

Já para a de Produção de Curta, é a prática que tem precedência. “Nessa oficina se lapida o conhecimento, principalmente do equipamento para que o aluno se familiarize”, diz Santos. A estudante de Gravura na Escola de Música e Belas Artes do Paraná (Embap), Juliana Soares Rosa de Oliveira, considera uma oportunidade de aprender a técnica. “Trabalho com animação e videoarte, mas costumo produzir só para a faculdade”, relata. 

O locutor e film maker Aristóteles Franco, que é morador de Antonina, não considera só a parte técnica importante: “A vida é cinema, por isso precisamos atuar. Fazer a oficina levar e ter conhecimento, a interagir com os colegas e professores”, comenta. Santos conta que já gravaram a primeira sequência, que é externa. “Temos oito alunos e, com quatro câmeras, conseguimos que todos participem bastante, em duplas. Fizemos a função de diretor quase exclusivamente, deixando eles mais livres para aprender”, diz ele. 

(
Phillipe Trindade, sob orientação de Mário Messagi Jr)

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15 de julho de 2011 - Sexta-feira

Emoção, animação, ritmo e dança

Durante uma semana, salas de aulas, quadras esportivas, associações, ruas e até a praça deram lugar para a criação artística. E as apresentações conjuntas durante o 21º Festival de Inverno mostram que arte e inclusão andam de mãos dadas.

A praça Cel. Macedo parou para ver a apresentação conjunta das oficinas Batucatu e Dançando o Brasil: uma viagem pela cultura popular de Norte a Sul. Munidos de alfaias, tamborins e agogôs, os participantes do Batucatu tocaram afoxé, samba e maracatu para que alunos, professores e técnicos da APAE, com trajes típicos de danças regionais, apresentassem os ritmos aprendidos na oficina.

A energia e vibração apresentadas surpreenderam quem estava na praça. De passagem por Antonina, Vânia Vieira, presidente da APAE de Itatiba, São Paulo, se emocionou ao deparar com a apresentação. “Achei muito lindo”, disse. A emoção era compartilhada pela diretora da APAE de Antonina, professora Sueli Nascimento. “Adoramos a oficina, aproveitaos cada minuto, cada segundo”, falou logo após se apresentar com seus colegas de trabalho e alunos.

Unir oficinas numa apresentação é prática que surge naturalmente no Festival de Inverno da UFPR. Pedro Solak, ministrante do Batucatu, ressaltou que a atividade na praça é a prova de que todos precisam uns dos outros. “É o trabalho em grupo por um bem comum”, conta Solak. E, nesse caso, o objetivo comum é a arte.

A apresentação terminou com muito samba. Um dos mais animados era Marino Oliveira, aluno da Apae e também de ambas as oficinas que se apresentaram. “Gostei muito da oficina, foi bem bonita. E adorei a professora”, complementa sorrindo e abraçando à ministrante Ane Beatriz Dalquano. Para Ane, a participação na oficina foi além das expectativas. “A escola incentiva muito a área artística. Os alunos têm muita habilidade e são motivados”, explicou Ane. “Mostraram que podem. É só dar espaço e mostrar como é que eles vão lá e fazem”, garante.

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16 de julho de 2011 - Sábado

Até logo, Antonina

Oito dias de muita produção cultura transformaram Antonina na capital paranaense das artes. O 21º Festival de Inverno da UFPR terminou com muito ritmo, suingue e energia com o show da cantora Negra Li, no sábado (16).

O último dia do 21º Festival de Inverno abriu as cortinas com as apresentações dos resultados das oficinas no palco do Theatro Municipal. Crianças dançaram, representaram, batucaram e tocaram instrumentos construídos em material reciclável. Jovens da Filarmônica Antoninense mostraram o talento aprimorado na oficina.

A Estação Ferroviária de Antonina virou espaço para exposição dos trabalhos de artes visuais e artesanato, mas também sambódromo, com a apresentação dos resultados de adereços e bateria de escola de samba. No Palco Principal, antes da solenidade de encerramento, vídeos produzidos por alunos de oficinas mostraram trabalhos de qualidade, realizados em pouco tempo. Segundo a coordenadora geral do evento, Lucinha Mion, o resultado das oficinas mostrou “artes diferentes, mas integradas, conversando entre si e mostrando o que é o Festival de Inverno”.

Encerramento
Durante a solenidade oficial de encerramento, o vice-reitor da UFPR, Rogério Andrade Mulinari, agradeceu a cidade de Antonina pela parceria, aos patrocinadores e a equipe organizadora e parabenizou os participantes pelos excelentes trabalhos nas oficinas. Anunciando um Festival especial para o ano do centenário da UFPR, Mulinari declarou: “não estamos encerrando o 21º Festival de Inverno. Estamos abrindo o 22º Festival de Inverno da UFPR”.

Show
O show de encerramento começou transformando a rua do Palco Principal de Antonina em uma grande pista de dança, com um DJ abrindo o espetáculo. O público já estava animado quando a cantora Negra Li subiu ao palco e apresentou sucessos de seus discos Negralivre e Guerreiro Guerreira, além de músicas de artistas consagrados, como TIM Maia, Aretha Franklin e Charlie Brown Jr.

 


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