PROEC - Pró reitoria de extensão e cultura


A Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (PROEC) atua por meio da proposição, desenvolvimento e integração de ações de extensão, cultura, políticas sociais e divulgação da produção intelectual e científica, articulando-se com o ensino e a pesquisa de forma inter e multidisciplinar. A interação entre essas ações acontece por meio da reflexão, discussão e atuação sobre o espaço social e os sujeitos nele envolvidos, privilegiando ações conjuntas com as administrações públicas e a sociedade civil, em favor de políticas sociais que buscam a construção de uma sociedade mais justa e solidária e do desenvolvimento sustentável. As ações da PROEC buscam estabelecer um diálogo permanente com as diretrizes e metas da Política Nacional de Extensão Universitária (PNEU -2012), do Plano Nacional de Cultura (PNC – 2010), do Plano Nacional de Educação (PNE-2014) e do Programa Nacional de Direitos Humanos (PNDH3 – 2009/2010), além de acompanhar as recentes sobre a Política Nacional das Artes, e manter especial diálogo com programas e planos estaduais e municipais de educação, cultura e direitos humanos.  As Unidades da PROEC realizam suas atividades por meio de processos permanentes de formação e interação dialógica com as comunidades interna e externa da UFPR, nos quais se articulam saberes e práticas que objetivam a inclusão social e a construção do conhecimento. Fazem parte desta Pró-Reitoria três coordenadorias: de Extensão, de Cultura e de Políticas Socias. Além das três coordenadorias, outras duas unidades fazem parte da PROEC: a Editora da UFPR e o Museu de Arqueologia e Etnologia da UFPR.

 

Pró-Reitor de Extensão e Cultura da UFPR

Prof. Dr. Leandro Franklin Gorsdorf

 

Boletim Gestão 2013-2016


Após quatro anos de atuação, entre os anos de 2013 e 2016, a atual gestão da PROEC traz uma síntese de suas atividades, buscando resgatar e problematizar sua atuação no contexto histórico, político, social, cultural e econômico do país. Esse conjunto de reflexões acontece num momento em que muitas conquistas sociais e direitos adquiridos com as lutas dos movimentos sociais e sindicais, e consolidados pela Constituição de 1988, passaram a ser questionados e subtraídos para parte da população brasileira, por meio de emendas parlamentares e medidas provisórias. Nessa conjuntura, nos parece importante, recuperar os princípios e valores que a universidade passou a representar desde a sua redefinição nos anos finais do século XX, e que se expressam nos documentos e marcos legais que definem as políticas públicas para a educação e a cultura, em diálogo com os movimentos sociais e a sociedade civil organizada. A consolidação de novos direitos passa pela revisão constante das políticas sociais, e o papel da extensão e da cultura universitárias é estabelecer uma relação dialógica com os vários segmentos da sociedade de forma a contribuir com a proposição de projetos e ações que permitam promover impacto e transformação social. O que apresentamos de forma sintética neste Boletim é uma parte daquilo que foi realizado e construído de forma coletiva e colaborativa pelas unidades da PROEC entre si e em conjunto com as demais unidades administrativas e setores acadêmicos. Esperamos que alguns dos caminhos trilhados por esta gestão possam ter contribuído para traçar novas rotas, rumo a novas perspectivas de sociedade, novas sociabilidades e territorialidades.

 

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Gabinete da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura da UFPR

O gabinete da PROEC é responsável pela realização das atividades administrativas gerais da Pró-Reitoria, garantindo o bom funcionamento de todas as unidades por meio do provimento da infraestrutura e da gestão de pessoas. Fazem parte do Gabinete quatro unidades: a Secretaria, a Unidade de Orçamento e Finanças, a Unidade de Apoio Gráfico e a Unidade de Documentação e Arquivo.  

SECRETARIA DA PROEC/UFPR
Chefe da Unidade: Romilda Aparecida da Silva
Telefone: (41) 3310-2601
e-mail: proec@ufpr.br

 

UNIDADE DE ORÇAMENTO E FINANÇAS – GPR/UOF

A GPR/OF é a unidade responsável auxiliar a Pró-Reitora, Coordenadores e Diretores na elaboração de proposta orçamentária e financeira da unidade e na sua execução. Realiza prestações de conta, pagamentos de aquisições de bens, serviços e bolsas. Organiza orçamentos, planilhas, licitações; e emite empenhos, diárias, passagens, além do fornecimento de materiais, e controle dos arquivos da seção.  
A Unidade de Bolsas da PROEC gerencia o pagamento de bolsas e auxílios específicos vinculados aos seguintes Programas e Projetos: Programa de Bolsa de Extensão/UFPR, Programa de Bolsas Cultura/UFPR, Bolsas do Programa PROEXT/MEC, Bolsas 100 anos/UFPR, Convênios Fundação Araucária (PIBIS, PIBEX) e Mais Cultura/MEC-MINC.   
Chefe da Unidade: Francisco Pujol Filho
Telefone: (41) 3310-2715
e-mail: secoproec@ufpr.br

 

UNIGRAF - Unidade de Apoio Gráfico da PROEC/UFPR

A Unidade de Apoio Gráfico desenvolve trabalhos de Comunicação e Design Gráfico para a Pró-Reitoria de Extensão e Cultura – PROEC, bem como para a comunidade universitária em geral.

 

Atividades desenvolvidas

Produção de arte para: Cartaz; Folder; Convite; Filipeta; Flyer; Programa; Banner; Outdoor; Calendário; Material de divulgação para eventos; Sinalização de Espaço; Desenvolvimento de identidade visual; Desenvolvimento de logomarcas e logotipos; Capas de Livros, periódicos, manuais, anais, etc.; Espelhos, fundos e envelopes para CDs e DVDs; Boletins Virtuais e eletrônicos e Web Sites.

Chefe da Unidade: Wilson M. Voitena
Telefone:: (41) 3310-2620
e-mail: unigraf@ufpr.br

 

UNIDADE DE DOCUMENTAÇÃO E ARQUIVO – UDA

A Unidade de Documentação e Arquivo organiza a documentação, bem como os materiais e bibliografia recebidos pelo gabinete, além de orientar tecnicamente o tratamento técnico dado à documentação recebida e gerada por cada uma das unidades da PROEC.

 

Atividades desenvolvidas:
1.            orientar, coordenar e supervisionar a execução das tarefas de controle de documentos na UDA estabelecendo normas gerais de trabalho, de forma a manter uniformização de procedimentos, atendendo às peculiaridades de cada unidade da PROEC;
2.            atender aos usuários, de acordo com procedimentos estabelecidos, no que diz respeito ao acesso às informações existentes na PROEC, respeitando as condições de sigilo quando necessário;
3.            orientar as unidades da PROEC quanto às instalações, equipamentos e material em geral, do ponto de vista arquivístico;
4.            classificar e arquivar os documentos de acordo com o Código de Classificação de Documentos das Atividades-meio e fim recomendados pelo CONARQ;
5.            classificar e indexar as séries de documentos administrativos da PROEC;
6.            recuperar a informação sobre a localização e conteúdo dos documentos;
7.            registrar, indexar e arquivar os documentos escritos, sonoros, fotográficos, fílmicos e outros;
8.            registrar e controlar o empréstimo de documentos arquivados;
9.            selecionar a transferência de documentos de acordo com os prazos pré-fixados na Tabela de Temporalidade de Documentos

 

Arquivista Responsável: João Paulo de Aguiar Januário
Telefone:: (41) 3310-2829
E-mail: arquivistajanuario@ufpr.br

 

Laboratório de Música Antiga da UFPR
Apresenta: Marin Marais | Ariane et Bacchus | Paris, 1696 - Ópera em Concerto


 

Ariane et Bacchus, embora escrita por um compositor que podemos considerar canônico, permanecia desconhecida para os músicos e estudiosos, especializados ou não no período. Esta é a segunda ópera de Marin Marais, de 1696, com libreto de Saint-Jean; ela foi criada e apresentada em Paris num momento instável da história da tragédie en musique: contra a sombra gigante do criador do gênero – Jean-Baptiste Lully, morto em 1687 – qualquer compositor que ousasse
se aventurar a compor sua própria tragédia musical iria inevitavelmente medir forças. Ao final do século XVII, os compositores conheciam bastante bem a receita que permitira, até então, o sucesso deste grande empreendimento: uma combinação equilibrada da música e da poesia com o espetáculo visual das máquinas e da dança. O libretista tomaria emprestado os ingredientes poéticos da tragédia clássica, enfatizando as intrigas amorosas, especialmente apropriadas para a presença da música; a utilização das máquinas permitiria o surgimento dos elementos mitológicos ou mágicos
dando vasão ao merveilleux –, o efeito supremo da ópera, que causava no espectador a maravilha, ou o efeito de
deslumbramento e profunda emoção com os efeitos causados pela grandiosidade do espetáculo. O enredo de Ariane et Bacchus apresenta um sistema de intrigas amorosas que, em linhas muito gerais, funciona da seguinte maneira:
Dirce, que ama Adrasto, que ama Ariadne, – que ama Teseu, que ama Fedra – que também ama Baco, que a ama e que é
odiado por Juno. A teia de confusões entre os casais que se formam e se desfazem são características de um
espetáculo que buscava agradar o público com histórias intrincadas que eram ainda mais complicadas pelos desejos
idiossincráticos dos deuses – mas o final era sempre feliz.

O primeiro contato com esta obra deu-se em 2010, por ocasião de uma temporada de pesquisa na Biblioteca Nacional
da França, em Paris, pela coordenadora do LAMUSA, Laboratório de Música Antiga da UFPR. Nesta ocasião foi
encontrado todo o material relativo à ópera encontrado até aquele momento: cinco libretos publicados entre 1696 e 1703 e o manuscrito da partitura completa, com a presença de todas as vozes (solistas, coro e orquestra). Em visita de pesquisa posterior, foram encontradas mais duas fontes musicais de Ariane et Bacchus. Desde então, iniciou-se o trabalho de edição crítica da ópera de Marais, com uma equipe formada por alunos de graduação (Iniciação científica),
mestrandos, doutorandos e membros externos de outras universidades (UFRGS, UNICAMP, UFRJ e UERJ) e de
instituições no exterior (Conservatório de Paris e Sorbonne IV). Em 2013, foram obtidos recursos para a continuidade do Projeto de edição crítica, incluindo a contratação de técnico e subsídios para nova visita à França para coleta de
material relativo ao universo que circunda a obra de Marin Marais; obtivemos ainda verba destinada à futura publicação da obra, que se mantém até hoje inacessível a músicos e estudiosos modernos, restrita às edições da época, nos arquivos da BNF. Apresentamos hoje cenas principais desta formidável obra de Marin Marais, em primeira audição mundial.

 

Serviço:

Ariane et Bacchus | Paris, 1696 - Ópera em Concerto

27 de novembro de 2016 - 18h
Capela Santa Maria - Rua Conselheiro Laurindo, 273

Entrada Franca

 

Sinatra para Sempre

 

O espetáculo “Sinatra para Sempre” celebra 26 anos de parceria entre a Universidade Federal do Paraná e a cidade de Antonina com uma linda homenagem aos 101 anos do cantor e ator americano Francis Albert Sinatra.

 

No repertório, canções consagradas do cantor em versões para Big Band, mostrando quão eclética pode ser essa formação musical.

 

Sob a regência de Cainã Alves, a Filarmônica Orquestra Show, lançada oficialmente no 11° Festival de Inverno da UFPR, é formada por alunos e músicos da Filarmônica Antoninense, instituição que há mais de 40 anos trabalha na formação musical e capacitação profissional de jovens que, com diferentes coreografias e performances, mostram ao público uma nova forma de fazer música instrumental.

 

Serviço:

Sinatra para sempre

14 de dezembro de 2016 - 20h
Teatro da Reitoria - Rua XV de novembro, 1299

Entrada Franca

 

PROJETO MUTIRÃO – Mais Cultura na UFPR

 

 

Nota de Esclarecimento – Junho/Julho 2016

INFORME SOBRE BOLSAS E CONTINUIDADE DAS ATIVIDADES DO PROJETO MUTIRÃO - MAIS CULTURA NA UFPR

 

Professoras e professores, técnicos administrativos, técnicas administrativas e estudantes.
Informamos a todos e todas que o Projeto Mutirão recebeu uma parte dos recursos da primeira parcela e está retomando as atividades. 
Esclarecemos que o recurso da primeira parcela sofreu cortes significativos realizados pelo Ministério da Cultura. Os cortes incidiram diretamente sobre a rubrica de auxílio a estudantes e só foi possível pagar um (1)mês de bolsa para estudantes.  O pagamento dessa bolsa foi executado tendo por parâmetro as atividades realizadas entre os meses de outubro e novembro de 2015, com a ciência dos professores e professoras orientadores, e a partir de deliberação do Comitê Gestor do Projeto, sendo essa ação finalizada com a solicitação dos relatórios de atividades.


Da mesma forma, esclarecemos que foram pagas as bolsas pesquisador para os professores e professoras vinculados(as) aos eixos de execução. Tal recurso foi integralmente utilizado para o pagamento das despesas geradas pelas atividades realizadas naquele período de três meses de 2015, e algumas atividades realizadas em janeiro de 2016, sendo essa ação finalizada com a solicitação dos relatórios de prestação de contas.


Comunicamos, ainda, que o Fórum de Pró-Reitores de Extensão das Universidades Públicas Brasileiras realizou discussão sobre as questões relativas à execução dos projetos aprovados no Edital “Mais Cultura nas Universidades”, em sua reunião de maio que aconteceu em São Bernardo-SP, sendo deliberado pelo Fórum o envio de uma moção aos Ministérios, solicitando o cumprimento dos editais e o pagamento dos recursos já aprovados.  Até o momento não há sinalização do MINC de fazer o repasse do restante da primeira parcela, nem do MEC em relação à segunda parcela, que corresponde a 2/3 do montante aprovado.


O Comitê Gestor realizou duas reuniões para deliberar sobre o montante referente às demais rubricas. Em breve divulgaremos o detalhamento das ações que serão realizadas. 
Os estudantes que desejarem continuar no projeto, mesmo sem a bolsa, poderão receber certificado pelo Projeto como voluntários extensionistas, e poderão contar como horas formativas.  Procurem os seus professores para saber mais sobre as ações.


Qualquer dúvida ou solicitação em relação a estas informações, entrar em contato com a PROEC, pelo email proec@ufpr.br, ou pelo tel. 3310-2601.

 

Deise Cristina de Lima Picanço
Pró-Reitora de Extensão e Cultura da UFPR

 

O Projeto Mutirão é uma atividade coordenada pela PROEC de forma colegiada, envolvendo seis setores da UFPR e as cinco unidades da Pró-Reitoria. O projeto visa desenvolver ações de cultura e formação nos sete municípios do Litoral do Paraná e promover e fomentar o debate e a construção de uma política institucional de cultura, entendendo-a como parte dos direitos fundamentais da cidadania. O projeto foi construído de forma coletiva e colaborativa com docentes e técnicos de setores acadêmicos, comunidades de saberes e práticas culturais e parceiros institucionais.

 

Visite este projeto na rede social.

 

Nota de Esclarecimento sobre pagamento das Bolsas Mais Cultura do Projeto Mutirão Mais Cultura na UFPR

 

Professoras e professores, Estudantes bolsistas e demais parceiros e colaboradores
Informamos que todos os procedimentos relativos à formalização, necessária para a descentralização orçamentária e execução do referido Projeto foram realizados pela PROEC, de acordo com os prazos estabelecidos pelos MinC/MEC e pelo calendário administrativo da UFPR. Contudo, ainda não houve a liberação do recurso financeiro por parte do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão do Governo Federal, para que o MINC possa enfim repassar às nove instituições contempladas com recursos em 2015. Como consequência disso, apesar de todos os procedimentos executados e empenhados, não houve repasse  financeiro para o pagamento das bolsas para pesquisadoras e pesquisadores e aquelas previstas para estudantes bolsistas. Seguimos aguardando o repasse de recursos financeiros para enfim executar os devidos pagamentos, ao mesmo tempo em que, junto com as demais Pró-Reitorias das Universidades contempladas, temos mantido contato com o MINC no sentido de evidenciar a urgência destes recursos.  Qualquer dúvida ou solicitação em relação a estas bolsas, entrar em contato com a PROEC, pelo email proec@ufpr.br,  ou pelo tel. 3310-2601.

Deise Cristina de Lima Picanço
Pró-Reitora de Extensão e Cultura da UFPR

 

Plano de trabalho e outros documentos

VISÃO GERAL DO ACORDO: CONVÊNIO 112/2015


Histórico:
A partir de 2012, o Ministério da Cultura - MinC publica as metas para a execução do Plano Nacional de Cultura (PNC). Essas metas, aprovadas em 2011, servem como balizadores para os atores sociais – sejam institucionais ou sociedade civil envolvidos com a formulação e execução de políticas públicas para a área de arte e cultura - tomem como base para o acompanhamento e concretização do Plano Nacional de Cultura. Para a gestão do MinC, no início da década de 2010,  o planejamento seria a estratégia que permitiria um exercício de democracia, alcançado via a formulação de uma agenda voltada para o tema da cultura; o debate aberto e amplo e a formulação de uma proposta de política que refletisse esse trabalho colaborativo. Essa configuração do PNC refletiria, no fim, a mobilização da sociedade brasileira para assegurar a ideia de direitos culturais e diversidade como bases para a construção de outra realidade cultural e social para brasileiros e brasileiras. Uma das questões centrais para a configuração do PNC foi sua adesão à ideia de direitos e cidadania cultural como dispositivos para o fortalecimento da relação entre as áreas de cultura, educação, comunicação social, meio ambiente, turismo, ciência e tecnologia e esporte.
Com isso, o PNC, necessariamente, dialoga com o Plano Nacional de Educação e o Programa Nacional de Direitos Humanos. Ambos os documentos formulados a partir de um pensamento renovado de gestão pública e atenção a temas centrais para as sociedades contemporâneas, como os direitos humanos e a educação. A articulação entre os documentos reflete, de igual forma, a inter-relação entre os Ministérios da Cultura, Educação e da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, na utilização de ferramentas atuais e mais plásticas para o acompanhamento, fiscalização e participação social, no compartilhamento de um modelo de governança colaborativa, transparente e com acesso livre às informações. A partir desse panorama institucional, ao longo da década de 2010, as iniciativas do MinC pretendem promover a visão de política pública participativa em que a sociedade é convidada a assumir a corresponsabilidade nas tomadas de decisão, na implementação e avaliação das ações culturais.
Em 2012 o MinC inicia uma discussão sobre a articulação de ações em conjunto com o MEC e as universidades públicas. Em 2013 é criado o Programa Mais Cultura nas Universidades e em outubro de 2014 os dois ministérios lançam o Edital Mais Cultura nas Universidades. Imediatamente a UFPR inicia seu processo de construção do Plano ou Projeto a ser apresentado ao edital. Através de um convite aos setores mais envolvidos com os temas da arte e da cultura, foi criada a Comissão de Estudo e Elaboração do Plano.  Em dezembro de 2014, a Comissão lança as diretrizes para a chamada pública para propostas de ações. A Comissão propôs que o projeto não fosse a soma das propostas de ações e projetos isolados, mas a execução de um projeto articulado, reflexo de um pensamento comum e de princípios compartilhados por todos/as neste processo de debate sobre cultura e cidadania. O princípio definidor de todas as demais ações é a Cidadania Cultural. A partir do recorte da Territorialidade e de Comunidades Tradicionais, foram elencadas como parte do projeto aquelas comunidades vinculadas a territórios físicos e simbólicos em que já há um trabalho extensionista consolidado por docentes, pesquisadores, técnicos administrativos e discentes. Esse critério facilita o acesso a essas comunidades e viabiliza a execução das ações com o envolvimento de todos os parceiros, permitindo a construção conjuntamente dos processos de avaliação e reflexão.
Em 07 de janeiro de 2015 a chamada é publicada no portal da UFPR. Em fevereiro de 2015, a Comissão valida propostas enviadas por meio da chamada, e realiza reuniões com as comunidades e as instituições parceiras. Em março de 2015, o projeto é aprovado pela Comissão, e enviado para avaliação no MinC. Em Junho de 2015 o MinC publica a relação dos projetos habilitados e o Projeto da UFPR  é classificado em 1º. Lugar da Região Sul do país, e em 5º lugar na classificação nacional.
Durante todo o segundo semestre de 2015 foram realizadas as adequações e formalizações exigidas pelo MinC. O Termo de descentralização foi assinado em final de outubro e todas as despesas foram empenhadas, aguardando a liberação dos recursos financeiros.

 

Metodologia: Participação colaborativa

O projeto Mutirão - Mais Cultura na UFPR recebeu este título após conversas com as pessoas que atuaram na rede colaborativa de construção do Plano, especialmente aquelas que fizeram parte da comissão de elaboração do Plano e da equipe de execução. O termo mutirão foi adotado como termo designativo que se refere às atividades coletivas solidárias desenvolvidas a partir de critérios como união e associação, pertencentes às várias práticas artístico-culturais e de manejo do ambiente como a pesca artesanal, a produção rural, a produção da farinha de mandioca, o fandango, o carnaval de rua, as folias de reis, etc.
O Projeto Mutirão permite um formato organizacional democrático e participativo, no qual as relações interinstitucionais se caracterizam pela não centralidade organizacional e não-hierarquização do poder, tendentes à horizontalidade, complementaridade e abertas ao pluralismo de ideias e à diversidade cultural.
Fazem parte da equipe de elaboração e execução representantes do Setor Litoral, de Educação, de Ciências Humanas, de Artes, Comunicação e Design e de Educação Profissional e Tecnológica. Também fazem parte da equipe servidores da Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Coordenadoria de Extensão, Coordenadoria de Cultura, Coordenadoria de Políticas Sociais, Editora da UFPR e Museu de Arqueologia e Etnologia da UFPR).
Em todos os municípios da região estão elencadas uma ou mais comunidades, tendo em vista a questão da proximidade espacial ou mesmo alguma característica comum de práticas tradicionais compartilhadas. No contexto a ser trabalhado, e dentre as comunidades elencadas, podemos identificar caiçaras, pescadores artesanais, quilombolas, agricultores, indígenas.
As populações vinculadas às Práticas Culturais (PC) serão estabelecidas a partir do mapeamento previsto na primeira fase do projeto, embora já exista uma caracterização inicial dos grupos e coletivos. Essas populações não são necessariamente vinculadas às Comunidades tradicionais e, por isso, incluem grupos organizados inclusive no âmbito urbano dos Municípios do litoral. Previamente foram elencadas algumas práticas culturais com as quais a UFPR já desenvolve projetos e ações:
(PC01) Carnaval – neste campo existe a presença de grupos carnavalescos em Antonina e Paranaguá, que possuem vínculos estabelecidos com a UFPR devido ao Programa de Extensão “Festival de Inverno da UFPR em Antonina”, durante os últimos 25 anos. O carnaval de rua nestas cidades históricas constitui-se numa prática cultural reconhecida pela população do Estado, produzindo efeitos importantes como a valorização das manifestações tradicionais, da presença da população local e do fomento ao turismo.
(PC02) Fandango – esta manifestação artístico-cultural das populações rurais e caiçaras foi reconhecida como patrimônio imaterial e a organização dos grupos do litoral do Paraná tem influenciado o litoral sul de São Paulo. Diversos coletivos estão cada vez mais organizados, priorizando a manutenção desta prática nas comunidades do Litoral. O resultado destas iniciativas foi o processo de reconhecimento do Fandango como patrimônio cultural imaterial pelo IPHAN e o reconhecimento dos diversos mestres fandangueiros.  Os grupos parceiros do Projeto Mutirão são o Grupo de Fandango Pés de Ouro (Paranaguá); o       Grupo de Fandango Ilha dos Valadares - Ilha dos Valadares (Paranaguá); a Associação de Cultura Popular Mandicuera - (Paranaguá). Há outros mestres em Guaraqueçaba com os quais o Projeto pretende estabelecer intercambio e parceria durante o período de sua execução.
(PC03) Artesanato – em diversas comunidades sejam tradicionais, ou no espaço urbano, pode-se encontrar artesões/artesãs ou mesmo organizações que são compostas pelos mesmos, como, a exemplo, a Cooperativa Arte Nossa, com sede em Guaraqueçaba.
Dessa forma, potencializar este trabalho como fonte de renda e de reconhecimento da diversidade cultural do Litoral é dos principais desafios. Os grupos parceiros do Projeto são, entre outras, a Associação da Comunidade Rural de São Joaõzinho; a Comunidade Indígena Guaviraty/MBya Guaraní; a Associação de Moradores e Pequenos Produtores de Açungui.
O Projeto Mutirão não se restringe apenas a essas práticas culturais apresentadas acima, pois já foram identificados outros grupos/coletivos que serão incorporados ao projeto durante o processo (Ex: grupos religiosos de Festa do Divino e do Boi de Mamão; grupos/coletivos de artistas plásticos, etc.). Os grupos que foram elencados neste projeto são aqueles já formalizados como coletivo/grupo parceiros da UFPR ou que já manifestaram interesse na parceria junto à instituição para o desenvolvimento das atividades que compõem as metas apresentadas.
Após o processo de discussão que levou ao elenco de ações e a caracterização do escopo do Projeto, foram realizadas ações que viabilizassem as parcerias numa perspectiva dialógica e colaborativa. Assim, num segundo momento, reforçando a ideia extensionista de que a produção acadêmica deve ser transformadora da realidade de ambas, universidade e comunidade, foram realizadas duas reuniões de diálogos com atores, governamentais e não governamentais, de forma a possibilitar o reconhecimento das ações desses agentes na proposta do “Projeto Mutirão – Mais Cultura na UFPR”. Essas reuniões ocorreram em dois momentos distintos tendo em vista os diferentes grupos e coletivos e suas localizações geográficas no território litoral. Uma reunião aconteceu com representantes dos órgãos públicos municipais, estaduais e nacionais parceiros da iniciativa do “Projeto Mutirão”, onde estiveram presentes as prefeituras de Guaratuba, Morretes, Antonina, Paranaguá, Pontal do Paraná, Matinhos, e instituições como o SESC, Parque Nacional de Superagui, entre outros.  Posteriormente, foi realizada uma reunião com representantes das comunidades tradicionais em que estiveram presentes representantes de povos indígenas, quilombolas, pescadores, fandangueiros e caiçaras.


Execução, reflexão e (re)elaboração
Delineada a metodologia inicial de elaboração e execução do Plano, passamos a discutir alguns elementos da metodologia de trabalho durante a execução das ações previstas no Projeto, especialmente na relação com as entidades parcerias, sejam os poderes governamentais e/ou as comunidades tradicionais.  Partindo da definição de extensão universitária defendida pelo FORPROEXT¹ como “processo educativo, cultural e científico que articula o Ensino e a Pesquisa de forma indissociável e viabiliza a relação transformadora entre a universidade e os demais setores da sociedade”, o Projeto Mutirão pretende privilegiar como metodologia de ação os fundamentos teórico-práticos provenientes dos campos de saber que estudam a construção da identidade como um processo de identificações historicamente apropriadas, e que conferem sentido a um indivíduo e a um grupo. Assim, a metodologia deve necessariamente partir do pressuposto de que a identidade implica um sentimento de pertença a um determinado grupo étnico, cultural, religioso, de acordo com a percepção da diferença e da semelhança entre o eu/ outro e nós/os outros.
Dessa forma, é na dimensão extensionista da pesquisa-ação que delineamos os modos de produção de conhecimento com as comunidades e demais parceiros do projeto. Este modo de trabalho corresponde a um modelo de trabalho que pode ser levado a grupos sociais de diferentes dimensões que, segundo o autor, se definem como contrato, participação, mudança, discurso e ação.
Dessa forma, o Projeto Mutirão- Mais Cultura na UFPR será desenvolvido por meio de programas, projetos e ações culturais que articulam atividades de formação e intercâmbio de experiências; circulação e difusão de conteúdos e bens culturais e de garantia ao direito à memória e ao patrimônio – aqui pensados de forma ampla. As atividades elencadas serão desenvolvidas com o protagonismo de professores, estudantes e técnicos administrativos que constituem os quadros da UFPR junto aos grupos, coletivos e comunidades (sociedade civil) de um território cultural denominado Litoral do Paraná; atentando para a pluralidade do circuito de criação e fruição; da circulação; da difusão e consumo; da educação, pesquisa e produção de conhecimento.
A partir da perspectiva da formulação e execução de uma política pública para a cultura, definiu-se as linhas de ação do projeto: 1. Circulação e difusão; 2. Formação e intercâmbio e experiências; 3. Memória e patrimônio artístico-cultural.
Portanto, pretende-se com o projeto estruturar uma política cultural universitária apta a articular as práticas de ensino, pesquisa e extensão à participação cidadã, por meio da reflexão e diálogo colaborativo, de ações multiculturais e multidisciplinares, capazes de fazer confluir potências criativas na proposição de políticas públicas pautadas pelo reconhecimento, preservação e fruição de novas relações éticas, estéticas, sociais, jurídicas e econômicas. Ademais, pretende-se como impacto a implementação de ações que reconheçam, desenvolvam, valorizem e divulguem a cidadania e a diversidade cultural do Litoral do Paraná; estimular a vivência multicultural e interdisciplinar dos bens e conteúdos culturais por coletivos e comunidades do Litoral e da UFPR; promover a inclusão de temas e práticas estéticas de grupos e coletivos culturais e comunitários em situação de vulnerabilidade social no âmbito do ensino, da pesquisa e da extensão universitária. Além disso, pretende consolidar um fórum permanente de discussão e participação coletiva sobre o tema da cultura, da educação e dos direitos humanos, com toda a comunidade acadêmica da UFPR, incluindo todos os campi e setores.

 

¹ Fórum de Pró-reitores de Extensão Universitária das Universidades Públicas Brasileiras

Em abril, abra um livro UFPR!

#abraumlivroUFPR

 

Abril é um período especial para aqueles que gostam de livros, boas leituras e aventuras literárias, em prosa ou poesia. O mês começa celebrando no dia 02 de abril o Dia Internacional do Livro Infantil, data comemorativa em homenagem ao escritor Hans Christian Andersen. No dia 18 de abril, comemora-se o Dia Nacional do Livro Infantil, em homenagem a Monteiro Lobato. E, finalmente, no dia 23 de abril celebramos o Dia Mundial do Livro, definido pela UNESCO, em 1995, por ser a data de falecimento de três grandes escritores da nossa literatura: William Shakespeare, Miguel de Cervantes, e Inca Garcilaso de la Vega.

 

 

 

 

 

 

 


Na UFPR, além do 7º Feirão de Livros, que aconteceu esta semana, de 11 a 14 de abril, no centro Politécnico, organizada pela nossa Editora (www.facebook.com/editora.ufpr/) para favorecer o acesso à produção acadêmica, científica e literária, iniciamos uma campanha de incentivo à leitura. Convidamos você a abrir um livro e mandar sua citação, seu nome e o motivo para a indicação dessa obra.

A cada dia teremos uma citação diferente que pode ser a sua.

Mande pra gente!

 


#abraumlivroUFPR

Pró-reitores de extensão da região sul realizam fórum na UFPR
Por Sonia Loyola - ACS/UFPR

 

“A curricularização da extensão permite um amplo debate sobre o tema em todos os cursos de graduação das universidades públicas. A implantação da medida possibilita que os alunos conheçam de perto as diversas realidades da construção da vida”, explicou a pró-reitora de Extensão da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), Teresinha Wailler. Compartilha da mesma opinião a pró-reitora da Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), professora Marilise do Rocio Oliveira.

“O assunto compõe as discussões no Congresso Nacional há mais de 10 anos”, concordaram as professoras. Ambas participam do “Fórum de Pró-Reitores de Extensão da Região Sul” (do qual são coordenadoras), que reúne representantes de mais de 20 instituições de Ensino Superior públicas do sul do país. O fórum iniciou na manhã desta sexta-feira (18), na Pró-Reitoria de Extensão e Cultura (Proec) – Prédio Histórico da Praça Santos Andrade, 3º andar.

PNE – Um dos pontos altos da pauta é justamente a implementação da Meta 12.7 do Plano Nacional de Educação (PNE), referente a inserção da modalidade de extensão no currículo dos cursos de graduação. “A proposta viabiliza que os alunos se defrontem com os desafios da sociedade e com as demandas sociais da atualidade. Com esta perspectiva, o encontro também traz a troca de experiências entre os representantes das demais universidades”, destacou a pró-reitora de Extensão e Cultura da UFPR, professora Deise Cristina de Lima Picanço.


Extensão – Ainda no programa deste dia de atividades, serão abordados pelos participantes os indicadores de extensão para a matriz orçamentária das instituições; o Seminário de Extensão Universitária da Região Sul (Seurs); o Encontro do Fórum Nacional, em São Bernardo do Campo, previsto para o mês de maio próximo; o Congresso Brasileiro de Extensão, que será realizado em em Ouro Preto, no final deste ano, além de outros assuntos que interessam ao segmento. “A abertura da extensão para todos os cursos de graduação é um processo que deverá envolver, de forma efetiva, toda a comunidade universitária da UFPR, refletiu a pró-reitora Deise Picanço.

Pró-Reitor:
Prof. Dr. Leandro Franklin Gorsdorf

Trav. Alfredo Bufren, 140 - 3º Andar
curitiba - paraná - cep:80020-240
Fone: (41) 3310-2601
Fax: (41) 3310-2607
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